A BBC de Londres, publicou nesta terça-feira (15) em seu site, uma reportagem sobre uma solução do governo brasileiro para a atual crise, com um pacote de redução de despesas, que envolve cortes nos gastos com funcionários, aumento em impostos e até cortes em programas assistenciais.

Segundo a publicação da BBC, com anúncio das medidas, feito pelos ministros das Finanças e do Planejamento Joaquim Levy e Nelson Barbosa, o governo tenta alavancar a economia e a aprovação pública da presidente Dilma Rousseff que agora é de apenas 8%. Foram anunciados planos para levantar US$ 8 bilhões, trazendo de volta um imposto sobre transações financeiras, que foi abolida há oito anos, e também um pacote de US$ 7 bilhões em cortes de gastos, para diminuir o buraco no orçamento do país para 2016.

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Levy disse ainda que haverá cortes em projetos que beneficiam brasileiros mais pobres, como o programa Minha Casa Minha Vida, também em grandes projetos de infra-estruturas públicas, o corte de mil postos de trabalho do setor público, o congelamento do salário do restante dos funcionários e a redução do número de ministérios do governo de 39 para 29.

Analistas internacionais acham improvável

Para os analistas é improvável restaurar rapidamente as finanças públicas no país. "Nós ficamos com a impressão de que o governo agora está raspando o barril, em um esforço para cobrir o buraco no orçamento...na verdade, as últimas medidas revelam mais sobre a impotência do governo em ser capaz de restringir os gastos do que qualquer outra coisa.", disse Neil Shearing, economista-chefe dos mercados emergentes da Capital Economics.

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Segundo o artigo, a confiança dos investidores no Brasil foi danificada, com o escândalo de corrupção na Petrobras. Somando-se aos críticos da presidente Dilma que a acusam de erros políticos durante o primeiro mandato, com fracasso para manter a inflação sobre controle e intervenções no mercado de energia. Além de partidários esquerdistas do Partido dos Trabalhadores, que se revoltam contra suas tentativas divulgadas de austeridade, como o movimento de reforma agrária do MST, que a acusa de adotar um programa "neoliberal" diferente com suas promessas eleitorais.

Na semana passada, a agência internacional de classificação de risco de crédito, Standard & Poor, já tinha rebaixado o grau de investimentos no Brasil, devido as dificuldades enfrentadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff no combate à crescente dívida. O que fez o país perder o selo de bom pagador na classificação da S&P.

  #Comunicação #Finança #Crise econômica