Depois de enviar para o Congresso, nessa segunda-feira, 31, orçamento deficitário em R$ 30,5 bilhões, o governo Dilma anunciou, nesta terça, 1, medidas que visam aumentar os impostos e portanto a arrecadação, e por conseguinte, diminuir o rombo histórico, no orçamento para 2016.

Conforme divulgado no portal G1, o aumento da tributação, em um primeiro momento, vai atingir os setores de bebidas, tecnologia e financeiro.

Em abril deste ano, um decreto presidencial regulamentou o novo modelo de tributação sobre bebidas frias (cervejas, refrigerantes, isotônicos, entre outros), com aumento de cerca de 10% nos impostos, com a expectativa de arrecadar cerca de R$ 860 milhões, em 2015 e R$ 2 bilhões, em 2016.

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Agora chegou a vez das bebidas quentes, vinhos e destilados, como vodka e whisky.

Além desse setor, o segmento de tecnologia também será afetado. A ideia da equipe econômica é acabar com incentivos do Programa de Inclusão Digital, que zerava as alíquotas de PIS e Cofins, de vendas no varejo de smartphones, computadores, notebooks, tabletes, roteadores e modens. Na prática, o consumidor brasileiro que adora uma novidade tecnológica, principalmente, na área dos celulares, deve preparar o bolso. Os preços vão subir. Só nesse setor, os cofres do governo devem crescer cerca de R$ 8 bilhões.

Também os empréstimos para empresas, ficarão mais caros. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide nas movimentações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, também será elevado.

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Não para por aí. Artistas, jogadores e tantos outros profissionais deverão pagar mais Imposto de Renda sobre o direito de imagem.

Com o aumento desses tributos, Dilma, Nelson Barbosa (Ministro do Planejamento) e Joaquim Levy (Ministro da Fazenda) pretendem arrecadar cerca de R$ 11,2 bilhões, em 2016. Essas medidas entram em vigor daqui a três meses, provavelmente.

Barbosa informou que o governo pretende editar outras medidas para engordar o caixa. Entre elas, venda da participação acionária de algumas empresas públicas, ampliação do processo de concessões, venda de imóveis e aumento da cobrança da dívida ativa da União. Com essas ações é esperada uma arrecadação de R$ 37,3 bilhões. #Dilma Rousseff #Celular #Crise econômica