Em entrevista ao jornal El Pais, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou a necessidade de se fazer uma reforma da Previdência no Brasil.  Ele afirmou isto com relação ao crescente déficit que o órgão vem acumulando ao longo do tempo. A estimativa do ministro é que o " rombo" passe dos atuais R$ 56 bilhões em 2014, para R$ 125 bilhões em 2015. 

   O ministério da Fazenda já iniciou os estudos para que as alterações sejam feitas, como forma de se conseguir levar adiante as medidas do ajuste fiscal do governo. Atualmente, os gastos obrigatórios do Governo atingem os 90% do seu orçamento mensal. Isto vem causando grande preocupação pelos técnicos da área financeira do atual governo.

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   No conjunto das medidas a serem adotadas, estão uma rigidez maior na concessão de aposentadorias por invalidez e na concessão do auxílio-doença. Outra medida que será adotada será o estabelecimento de uma idade mínima para a aposentadoria.

   Uma outra forma que o governo estuda para reduzir os gastos com a Previdência Social, é tentar requalificar os segurados para que eles possam voltar ao mercado de trabalho.

   De acordo com Joaquim Levy, o governo vai abrir uma ampla discussão com todos os segmentos da sociedade, para a implantação das mudanças nas regras da aposentadoria.  Ele afirma que quer o amplo debate com empresários e as centrais sindicais. Isto deve ser feito antes que as medidas sejam enviadas para votação na Câmara e no Senado.

   A última alteração nas regras para a aposentadoria ocorreu em junho deste ano.  Está em vigor a chamada regra 85/95 progressiva.

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Para requerer a aposentadoria, sem incidir o chamado fator previdenciário, o segurado terá somado a sua idade ao seu tempo de contribuição para a Previdência Social. Para os homens, este resultado terá que totalizar 95 pontos. Para as mulheres, 85 pontos. Em 2017, estes valores serão alterados para 96 (homem) e 86(mulher). Esta progressão continuará até 2022, quando estes parâmetros chegarão a 90 pontos para as mulheres e 100 para os homens. 

            

      

                            #Finança #Crise econômica #Blasting News Brasil