No início do segundo semestre deste ano, o Grupo Globo lançou um editorial criticando a postura da oposição em defender o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No entanto, segundo uma fonte ligada à maior corporação de comunicação do país, os executivos do canal estariam começando a se arrepender da decisão, especialmente após o anúncio feito por Dilma que pretende mexer nos impostos e voltar com a CPMF. O Grupo Globo, uma das empresas mais sólidas do país, também começou a sentir o peso da crise econômica e política brasileira. No mês passado, dezenas de profissionais foram demitidos do InfoGlobo, empresa que cuida da parte impressa de sua holding.

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Jornais como o 'Extra' e 'O Globo' fizeram demissões. 

As baixas se somaram nesta semana à novas demissões, dessa vez também no jornalismo da Rede Globo no Rio de Janeiro. Pelo menos dez comunicadores teriam ficado sem emprego. Soma-se a isso a redução da nota de investimento do grupo da família Marinho no exterior. O jeito visto pelo canal foi dar mais voz à oposição. Nesta sexta-feira, 18, por exemplo, durante o 'Jornal Nacional', economistas criticaram a presidente e o ministro da fazenda, Joaquim Levy, pelos erros na economia. O motivo das críticas foi a alta absurda do dólar, chegando a R$ 3,95, segundo maior valor em toda a história do real. O maior valor da moeda foi atingido em 2002, quando chegou a R$ 3,99.

A presidente #Dilma Rousseff também tem mostrado que não quer papo com os meios de comunicação.

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Ela abriu mão do espaço que tinha na televisão para fazer pronunciamentos na internet. É uma relação de amor e ódio que chega ao fim e que começou ainda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Grupo Globo não vê a hora da crise acabar, assim como a maior parte dos brasileiros. O problema é que os especialistas na área dizem que essa má fase não irá acabar tão cedo. Enquanto isso, a representante do Partido dos Trabalhadores enfrenta rejeição histórica, com mais de 70% dos eleitores creditando seu governo como ruim ou péssimo.