O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou ontem que o ajuste fiscal que o Brasil precisa para recuperar o seu crescimento econômico poderá necessitar que o contribuinte venha a pagar mais impostos. Ele fez esta afirmação um dia após o Brasil ter a sua nota rebaixada pela agência de risco Standard & Poor´s

Com relação ao diagnóstico dado pela agência estrangeira, o ministro classificou tal atitude como precipitada, pois o Brasil já estará adotando medidas econômicas de redução de gastos e aumento de receita, já a partir deste mês. Isto, com o tempo, deverá acalmar os ânimos de outras agências que queiram classificar o Brasil dentro de um risco de investimento econômico.

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O ministro se referiu às agências Moody's Investidor Service e Fitch Ratings.

Para o dia de hoje, está sendo aguardado o anúncio de algumas medidas. Elas deverão passar necessariamente pelo corte de gastos por parte do governo. Na avaliação de Joaquim Levy, o governo já está no processo de economia e já houve uma redução de gastos que ajudou a poupar cerca de R$ 80 milhões para os cofres do governo. Ele se baseou no orçamento votado em abril pelo Congresso.

A intenção do ministério da Fazenda, é atingir um superávit primário de cerca de 0,7% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) para o ano de 2016. A criação de novas fontes de receitas, seja pelo aumento de impostos ou pela possível criação de outros impostos, é classificada por Joaquim Levy como uma ponte para que este superávit seja alcançado.

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Estuda-se também a alteração da forma de recolhimento de impostos tais como o PIS/Cofins e do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias), sendo este último de circulação interestadual. Outra medida diz respeito à regularização de recursos vindos do Exterior e que não são declarados. Entretanto, este depende da aprovação de projeto de Lei por parte do Legislativo. A alteração defendida para o ICMS, é que o que for recolhido pelos Estados possa ficar no próprio Estado, como forma de aumentar os investimentos no mesmo. Isto também está na dependência de uma reforma do imposto a nível estadual. Com relação ao PIS/Cofins, busca-se a unificação do imposto, maior facilidade em seu recolhimento e maior segurança jurídica, pois pode se facilitar a realocação de recursos e sua aplicação mais rápida para o crescimento em potencial brasileiro. 

Joaquim Levy afirmou apostar na compreensão dos brasileiros, caso seja preciso pagar mais tributos. Ele defendeu que não podemos ficar estagnados, reféns da chamada "miopia social" em relação ao pagamento de impostos e defendeu que todo um esforço maior deverá ser empregado em prol do crescimento brasileiro. #Finança #Crise econômica