Nos últimos anos basicamente devido às crises financeira mundiais, necessidade de se aumentar a competitividade ou internacionalização da marca fizeram com que empresas tradicionais na sua logomarca e produtos, migrassem de seus países de origem e investissem em terras estrangeiras. Foi assim com grupos franceses que atravessaram o canal da mancha e se instalaram na Inglaterra, visando, os incentivos fiscais da ilha da rainha; indústrias moveleiras, de tabaco e manufaturas do norte da Grécia, repetiram o mesmo movimento, indo para a Bulgária, aumentando a crise dos helênicos. O mesmo tem acontecido no Brasil atualmente. Mas para onde as empresas brasileiras estão indo, por que, o que têm ganhado em troca, isto é ruim ou bom para o país?

Os especialistas afirmam que sim e a população diz sentir na pele, que, de fato, a crise econômica se instalou em terras brasileiras, o que torna necessário com que as companhias do Brasil de diversos segmentos vão atrás de locais com impostos reduzidos e trabalhadores mais baratos.

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Um dos locais escolhidos para esse êxodo nacional é o Paraguai, que tem o PIB crescendo na casa dos 4% em 2015, um dos maiores do cone sul e se constituindo assim em um aliado influente para os empreendedores que visam o barateamento dos custos produtivos frente às crises industriais brasileiras.

O que Paraguai fez para atrair os brasileiros? Criou uma denominada Lei de Maquila há mais de 15 anos, semelhante ao modelo mexicano de gestão, que reza basicamente o seguinte:

  • Garantia e isenções nos impostos às empresas estrangeiras por ocasião da importação de matéria-prima e máquinas;
  • O produto final de fabricação tem de ser exportado do Paraguai;
  • O empresário quita um único tributo de 1% sobre a nota de exportação quando a mercadoria é expedida do Paraguai.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 09/09/2015 conduziu mais de 90 empresários de um número quase igual de empresas brasileiras ao Paraguai, a fim de que conhecessem as chances de comércio no vizinho.

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O ministro do Comércio Exterior brasileiro, Armando Monteiro Neto, acompanhou a comitiva, integrando workshops e tendo agenda marcada com presidente Horácio Cortes do Paraguai. Cerca de 40 empresas brasileiras já se encontram produzindo no Paraguai.

A Lei Maquila somada aos custos reduzidos com a mão-de-obra impulsionam o barateamento das despesas produtivas. Mesmo com o salário mínimo paraguaio maior do que do Brasil (R$ 1.277 reais), o patrões de lá não necessitam pagar o FGTS e a contribuição dos sindicatos. As férias anuais remuneradas no Paraguai são de 12 dias para 5 anos trabalhados, 18 dias para até 10 anos trabalhados e 30 dias acima de 10 anos trabalhados. Já no Brasil são sempre de 30dias por ano trabalhado. Não deve ser esquecida a abundância de energia elétrica na região por causa da hidrelétrica de Itaipu, ou seja, o custo da energia no Paraguai é 50% mais barato do que no Brasil.

É fato que os momentos de crise surgem como grandes incentivadores à busca de soluções para o empresariado brasileiro, tanto que esse descobriu que lá no Paraguai, o imposto de renda (IR) e o imposto sobre o valor agregado (IVA) estão na casa dos 10% contra os 25% de IR no Brasil para as empresas e aqui ainda há 3 impostos substituindo o IVA, a saber: PIS, Cofins e o ICMS que juntos somam mais de 25%.

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Com isto fica a pergunta: onde a inteligência de gestão política-econômica está sendo maior, Brasil ou Paraguai?  #Mercosul #Crise no Brasil #Recessão no Brasil