A revista Veja trouxe como matéria o tema do Bolsa Família, considerado o programa que é carro chefe do governo Dilma. De acordo com a publicação, o Bolsa Família estaria sendo afetado pelos cortes do orçamento do #Governo. A Veja alega que o governo está cortando o programa aos poucos e de forma silenciosa.  

Os dados publicados apontam que o atual corte do Bolsa Família é o maior desde quando foi criado, em 2004. No primeiro semestre de 2015 foram 782.313 famílias que tiveram o benefício cortado. Ao que parece, o governo está avaliando as famílias de forma mais detalhada, assim os cadastros passam por uma avaliação mais rígida e só permanece quem realmente se encaixa nas regras estabelecidas pelo programa.

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O que o governo avalia?  

Desde maio o governo está cruzando as informações de diversos órgãos: Departamento Nacional de Trânsito e INSS. O objetivo é identificar as famílias que possuam renda e bens em valores maiores com o limite de renda que é estabelecido pelo programa, ou seja, R$ 154 mensais por pessoa da família que resida na casa. Ou seja, se pensarmos que em uma casa more quatro pessoas e a renda total seria de no máximo 616 reais levando em consideração que cada membro só pode ganhar 154 reais, esse valor seria incompatível com uma família que consegue comprar um carro, por exemplo.  

O governo também avalia se não há acumulo de benefício, pois quem recebe aposentadoria não tem direito ao Bolsa Família. Para os moradores do nordeste que vivem da pesca e que recebem o seguro defeso também não é permitido acumular benefícios.

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É justamente na região nordeste que houve um corte de 70% do programa.  

Além de ter a renda dentro do limite e não receber outro benefício, é necessário que os filhos estejam matriculados na escola com frequência de pelo menos 85%.  

Os cortes são sentidos principalmente na economia local de cidades onde metade da população recebia o benefício. Os gastos com bebida e comida tiveram uma redução de 5,1% na Bahia, 7,8% no Ceará e 6,2% em Pernambuco. Mesmo quem ainda recebe o benefício em função da inflação o poder de compra diminuiu em 10,25%, pois o valor não é ajustado desde junho de 2014.  

O Ministério do Desenvolvimento Social alegou que a matéria foi feita sem que a reportagem verificasse a veracidade das informações e por isso emitiu uma nota com os números certos. 

  #Bolsa Familia