O Governo Federal anunciou nesta segunda-feira, dia 14 de setembro, através do ministro da fazenda, Joaquim Levy, que vai propor o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), com a alíquota de 0.2%. A previsão do aumento de receitas da união é de R$ 32 bilhões ao ano.

Diferentemente da primeira versão da CPMF, em que a receita era destinada a área da saúde, desta vez, a CPMF será destinada à previdência social. Ao fazer esta troca de destinação, o governo da presidente da República Dilma Rousseff não fará mais o repasse de parte desta receita para os estados e municípios brasileiros.

E o que acontece com seu bolso?

A volta da CPMF deve incidir diretamente sobre todas as movimentações financeiras por via bancária, feitas por pessoas físicas, como: saques em dinheiro, transferências, pagamento de fatura de cartão de crédito e pagamento de contas via boleto, dentre outras.

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Veja alguns exemplos possíveis:

Se você fizer um saque de R$ 2.500, pagará R$ 5 de CPMF para o Governo Federal. 

Se você pagar uma fatura do cartão de crédito no valor de R$ 5.000, pagará R$ 10 de CPMF para o Governo Federal. 

Se você comprar um carro no valor de R$ 40.000, você pagará R$ 80 de CPMF para o Governo Federal.

Por fim, se você comprar uma casa no valor de R$ 200.000, pagará, além de outros impostos e taxas de cartório, R$ 400 de CPMF para o Governo Federal.

E quando a CPMF entrará em vigor?

Ainda não existe uma data definida para a CPMF entrar em vigor novamente no país, uma vez que, além da proposta do Executivo, depende de aprovação do Congresso Nacional, ou seja, tanto a Câmara dos Deputados, quanto o Senado. Um grande empecilho para esta aprovação ocorrer é que a base do governo está enfraquecida politicamente em ambas as casas.

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Provavelmente, haverá o aumento da crise política brasileira, pois, a volta da CPMF é uma medida fortemente impopular, logo após o rebaixamento da nota de crédito do país. Contudo, este ato mostra que o ministro da fazenda não pensa mais em deixar o cargo. #Crise econômica #Blasting News Brasil #Crise no Brasil