O clima é de pânico e revolta no RecNov, centro de produção da TV Record no Rio de Janeiro. Segundo informações do jornalista Daniel Castro em reportagem publicada nesta sexta-feira, 23, até janeiro de 2016, pelo menos 400 empregados devem ser demitidos no local. De acordo com informações de sindicatos, o RecNov possuiria hoje em média 700 contratados na carteira assinada pela empresa de comunicação de Edir Macedo. Dentre os mais afetados, estão os responsáveis pelo programa de Xuxa Meneghel e também por 'Os Dez Mandamentos'.

Os profissionais que vieram da Globo com Xuxa, ainda estão tendo alguma facilidade na hora da demissão, já que está havendo um movimento de terceirização dos serviços.

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Quem ficará responsável pelas produções é a Casablanca, uma produtora muito desconhecida pelos profissionais. Exatamente por isso, muitos estão tentando negociar com outras empresas ou até voltarem de onde partiram, a Globo.

Na nova contração, a maior parte dos trabalhadores passa a receber menos. Segundo Daniel Castro, no entanto, uma funcionária de Xuxa bateu o pé e conseguiu até um aumento. É bom lembrar que mesmo que os salários permaneçam no mesmo valor, ele é válido por um ano, ou seja, já há um decréscimo, já que a inflação no país deve fechar o ano entre 10 e 11%, uma taxa muito elevada. Para ficar com o mesmo salário, quem ganha R$ 1000, tem que ganhar no mínimo R$ 1.100 no ano que vem, mas o que tem se visto não é bem isso. 

Meio bilhão de reais de gastos

O movimento de terceirização foi uma tática utilizada pela empresa de comunicação para cortar completamente os gastos.

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Isso porque ela tentou vender o RecNov, mas ninguém quis o que é chamado por muitos de 'elefante branco'. Em dez anos, o local gastou, pasmem, R$ 500 milhões. Agora a Record receberá um aluguel mensal da Casablanca, que usará o espaço. Em contrapartida, pagará à ela para realizar suas produções. O problema é que esse telefone sem fio pode provocar problemas em um momento de crescimento, podendo até fazer uma interrupção do mesmo.  #Desemprego #Crise econômica