A economia dos países emergentes, depois de mais de 20 anos de crescimento, deixou de ser atraente para investidores e empresas estrangeiros e deverão registrar retirada de capitais este ano.

Conforme relatório divulgado pelo Instituto de Finanças Internacionais, as grandes economias emergentes somarão 548 bilhões de dólares de investimentos, pouco mais da metade do 1 trilhão de dólares investidos em 2014.

Ao contrários das outras crises enfrentadas pelos emergentes, essa tem a causa dentro do próprio grupo, aqueda dos preços da matéria prima, causado principalmente pela desaceleração da economia da China, um dos países classificados nesse grupo, bem como o alto endividamento das empresas.

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O relatório do Instituto, ressalta essa causa, informando que a saída de capital foi impulsionada pela desaceleração na economia desses países e que foi impulsionada pela incerteza em relação a China. outra causa relatada é a retirada de capital privado que deverá ultrapassar 1 trilhão de dólares e também a menor disponibilidade dos bancos estrangeiros para estas economias.

Com o crescimento diminuindo significativamente, os países com incertezas políticas estão mais vulneráveis a essas crises, visto que comprometem sua credibilidade e aumentam os riscos de uma #Crise cambial. No campo das incertezas, o Brasil e a Turquia são os países que estão no topo do ranking, relata o Diretor executivo do IFI, Huing Tran.

Outra causa importante da debilidade das moedas destes países, é a queda sofrida pela Bolsa de Valores, que teve no Brasil, segundo o site Isto É, anos de injeção de capitais dos milhares de novos investidores que nos últimos anos vinham ganhando com rendimentos mais altos do que as outras aplicações.

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Em 2014, a Bolsa de Valores de São Paulo, era responsável pela movimentação de 1,72% da capitalização global e viu esse percentual cair para 0,86% em 2015.

O rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor's,  e a baixa credibilidade do governo, assustou os investidores e deixou o preço das ações na "bacia das almas"., segundo Edemir Pinto, presidente da Bovespa. #Crise econômica #Crise no Brasil