A chegada do instituto alemão GfK está contribuindo para os cortes nas empresas de comunicação, em especial as televisivas. Isso porque no momento em que as estações fizeram o contrato do serviço o dólar estava em baixa, R$ 2,50. Atualmente, a moeda americana, principal nos negócios internacionais, beira os R$ 4. Um sinal que demonstra claramente a crise econômica e política que vive o país. De acordo com informações do jornalista Ricardo Feltrin em reportagem publicada nesta terça-feira, 27, os custos para a implementação do GfK giram em torno de R$ 100 milhões.

Por conta disso, o Grupo Bandeirantes, aproveitou os atrasos na implementação do GfK no Brasil para "pular fora" da negociação.

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O mercado publicitário também precisou acertar as pontas para a chegada da nova empresa, mas estima-se que a médio prazo, o concorrente principal do Ibope, deve trazer bons frutos e até criar novos empregos. Pelo menos essa é a expectativa dos mais esperançosos e também dos analistas do GfK.

Ainda no início do ano, até o meio de 2015, a Bandeirantes anunciou centenas de demissões em todo o país. Agora é o Grupo Silvio Santos, em especial o SBT, que também deve promover demissões em massa. O clima nos bastidores do Complexo Anhanguera, em São Paulo, é um dos piores.

Os motivos para tantos cortes foram os altos custos para se pagar tudo isso, até porque com uma melhor e maior apuração dos números, o GfK tem valores maiores para quem se interessa por ele. Em compensação, os primeiros números dão um respiro para algumas empresas.

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A discrepância entre a empresa alemã e o Ibope chega a 10%.

Nas próximas semanas, a Record também faz o seu movimento de contenção de custos, principalmente em seu centro de produção no Rio de Janeiro, o RecNov. Na região, acontecerá o maior número de demissões e terceirizações. O número de funcionários atingidos gira em torno de 400 a 700. A maior parte deles deve ser recontratada pela Casablanca, que alugará o espaço e diminuirá as despesas da empresa de comunicação de Edir Macedo. #Desemprego