Os dados publicados recentemente pela Fundação Getúlio Vargas mostram claramente uma tendência de subida das taxas de #Desemprego no país. O índice trabalhado pela Fundação é o indicador de Antecedente de Emprego (IAEmp). Houve uma queda de 3.4% quando comparado com o mês de agosto. O resultado para este índice foi de 62 pontos.

Segundo a análise da FGV, esta foi a menor pontuação obtida, desde quando a adoção deste método passou a ser utilizado desde outubro de 2012. Para que a análise dos índices de emprego e desemprego fossem apuradas, foram tomadas, como parâmetro de avaliação, a indústria de transformação e a de serviços.

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Foram também ouvidos vários consumidores diretamente em várias capitais brasileiras. Nestas, fizeram parte da pesquisa, cerca de 1.130 indústrias, nas quais foram ouvidos os seus dirigentes e cerca de 2.052 empresas que são ligadas ao setor de prestação de serviços. A FGV baseou suas análises na avaliação dos seguintes índices: o IAEmp descrito acima e o ICD (Indicador de Coincidência de Desemprego).

A avaliação do IAEmp mostrou que a queda neste índice é resultado de uma diminuição no nível de oferta de emprego no setor de serviços, em torno de 5,6%. No setor da indústria, ficou perto dos 4,3%. Esta avaliação é feita com uma projeção de dados válidos para um período de seis meses. Ainda nesta avaliação, o trabalhador mais afetado pela queda no índice foi aquele que possui uma renda menor.

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É considerado aqui a existência de uma maior quantidade de empregados na área de prestação de serviços do que na indústria. A FGV destaca ainda que, por este índice, é possível supor que as captações de negócios por parte do empresariado está menor. Assim, menos empregos deverão ser gerados.

Outro parâmetro avaliado pela Fundação Getúlio Vargas foi o Indicador de coincidência de Desemprego (ICD). De acordo, com a mesma, este indicador teve um aumento de 3,5% em setembro, logo após uma queda para 1,4% no mês de agosto. Este índice apresentou uma piora nos índices, tanto em relação à indústria, quanto ao setor de serviços. Foi avaliado também qual a capacidade dos consumidores em relação à perspectiva de desemprego, o que resultou em um índice elevado.

Na opinião de Rodrigo Leandro de Moura, pesquisador da FGV, com o resultado das pesquisas apontando para uma baixa perspectiva de emprego, pode-se concluir que a economia, de uma maneira geral, está sendo afetada pela crise.

Na estratificação social, pode-se observar que duas classes, a princípio, contribuíam para o aumento do índice de desemprego.

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Era aquela, cuja renda mensal situava-se em torno de R$ 2.100,00. Em setembro, a variação desta classe foi de 3,2%. A segunda compreende aquela cuja faixa salarial era de R$ 9.600,00. De acordo com Rodrigo, o desemprego estava situado justamente nas classes mais altas.

Por esta última avaliação, este crescimento passou a atingir também as faixas de renda mais baixas da população. Este quadro leva a concluir que há uma crescente piora na #Crise econômica e isto se refletirá na diminuição de empregos. #Blasting News Brasil