Nesta sexta- feira (9), diante do cenário de incertezas políticas no Brasil e expectativas dos investidores do aumento de taxas de juros no exterior, o dólar passou a ser vendido por R$ 3,75, com baixa de 0,9%. Durante a cotação do dia, a moeda chegou a ser cotada R$ 3,72. Foi a menor cotação desde no dia 1 de setembro quando o dólar fechou em R$ 3,68. O fechamento da moeda na semana foi com queda de 4,74%, no mês de outubro, acumula a baixa de 5,21%. A valorização do ano é 41,38%.

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Segundo o especialista em câmbio da Icap, Ítalo Abucater a Reuters, "O mercado pega carona com (o cenário) externo.

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O Fed em cima do muro beneficia a melhora dos emergentes e nós aparecemos nesse bolo".

Na quinta- feira (8), o Banco Federal Reserve divulgou ata da reunião do Comitê Federal de Mercado aberto (Fomc) realizado em setembro sobre a manutenção dos juros perto do zero.

Crescimento do PIB dos EUA no 2º trimestre é revisado para cima, a 3,9%

Os investidores ficaram na expectativa com a possibilidade do aumento da taxas de juros nos Estados Unidos, mas os integrantes da Reuters preferiam aguardar para março de 2016, já que a desaceleração da economia global não está afetando o país.

Com juros altos, a demanda da moeda seria maior, mais atrativo para os investidores, que tirariam seus dólares de outros mercados e aplicaria no país (EUA), o valor do dólar iria subir em relação a outra moeda, como o real, por exemplo.

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No Brasil, as incertezas políticas influenciaram para a queda do dólar: 

  • Análises dos vetos presidenciais pelo congresso nacional (Foi adiada duas vezes)
  • Rejeição das contas públicas de 2014 (Tribunal de Contas da União)
  • Eventual processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff

Para Marcos Trabbold, operador de câmbio da B&T,  "Não dá para saber até quando essa queda (do dólar) se sustenta", e acrescentou: "Se piorar muito, a tendência volta tudo". Fazendo referência da moeda por R$ 4,00.

O Banco central na manhã de sexta-feira continuou com seu programa de interferência de câmbio diariamente com ofertas de contratos, com direito a recompra. #Governo #Crise econômica #Blasting News Brasil