Como desgraça pouca é bobagem, nada como uma notícia boa no cenário econômico brasileiro: as exportações do Brasil superaram as importações em US$ 2,944 bilhões durante o mês de setembro. Foi o melhor mês de setembro registrado na balança comercial desde 2011.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Já o saldo acumulado, ou seja, o período medido desde janeiro até o mês passado de 2015, novamente o registro é positivo: as exportações totalizaram US$ 16,1 bilhões contra o saldo de US$ 13,2 bilhões nas importações.

A projeção estimada pelo Ministério é que o saldo até o fim desse ano seja positivo em US$ 15 bilhões.

Publicidade
Publicidade

Melhor dizendo, que as exportações continuarão a pleno vapor. Em relação a 2016, a estimativa do próprio Ministério da Indústria é que o saldo da balança comercial seja também positivo no valor de US$ 25 bilhões.

Por sua vez, as importações vêm despencando em comparação às exportações por causa de dois fatores: a #Crise econômica que assola o Brasil e a valorização do dólar em relação ao real.

No mesmo mês de setembro, a queda das importações foi de 32,7% em relação ao mesmo período do ano de 2014.

O Ministro Armando Monteiro afirmou que o dólar alto colabora; porém, não resolve o problema da falta de competitividade a que o Brasil tem no mercado internacional. De acordo com ele, a melhor cotação cambial seria com o dólar abaixo de R$ 4,00.

O desempenho da balança comercial só não foi melhor porque houve queda no preço fixado de importantes matérias-primas, interferindo no total dos volumes exportados.

Publicidade

Produtos como o minério de ferro e o farelo de soja são exemplos disso.

Se analisarmos as importações, houve retração em produtos como lubrificantes, combustíveis, em alguns bens de capital e bens de consumo.

REMANDO CONTRA A MARÉ: DEPOIS DA TEMPESTADE, VEM A BONANÇA

É o que muitos turistas estrangeiros estão pensando ao visitar o Brasil. Com o dólar alto, ficou mais fácil para pessoas de outras localidades mundiais virem para cá: o reflexo já é sentido em algumas cidades tipicamente turísticas como o Rio de Janeiro. Se antes, os estrangeiros reclamavam do preço de refeições, agora, eles não hesitam em gastar não só com alimentação, mas com compras e passeios. Duas garotas angolanas compraram recentemente, cada uma, 25 pares de sandálias.

Outro fato interessante e presente em nossa economia é que certos setores produtivos não sentiram o peso da crise em seus #Negócios. E melhor: registram mais negócios, melhor desempenho e, portanto, mais dinheiro e empregos mantidos e/ou criados. É o caso dos setores de agronegócios, calçadista, cosméticos e tecnologia.

Se, por um lado, a balança chamada economia pende seu prato mais pesado sobre nós, habitantes domésticos, o outro prato da mesma balança, mais leve e com menor peso está indo de vento em popa. Que o digam os exportadores, estrangeiros e empresários dos setores citados anteriormente. #Tendências