A crise econômica e política que passa o Brasil atinge também as principais empresas, até mesmo as internacionais, que aqui no país não estão conseguindo fechar as contas. As companhias midiáticas estão entre as categorias mais afetadas, na frente delas, só empresas da construção civil e do vestuário perderam um maior percentual da fatia do bolo da economia tupiniquim. Nesta sexta-feira, 23, mais um episódio triste da crise foi escrito. A ESPN Brasil anunciou dispensas e mais dispensas. E olha que o canal de comunicação registrou em 2015 grandes ganhos, como a compra da transmissão de campeonatos internacionais, como o inglês, no qual faz a exibição ao vivo e com exclusividade em todo o território nacional.

Publicidade
Publicidade

Os fracassos, entretanto, acabaram superando os êxitos.

Nos último tempos, o canal perdeu uma das mais representativas figuras para o público, a do comentarista Paulo Vinicius Coelho, um dos mais conhecidos do grupo de comunicação. A ESPN Brasil também levou a pior na negociação dos direitos de exibição a Liga dos Campeões, considerado um dos mais importantes torneios de futebol do planeta. Quem acabou conseguindo a Liga dos Campeões foi um dos maiores concorrentes da ESPN Brasil, o também canal a cabo, Esporte Interativo.

Segundo informações do jornal Agora São Paulo, ao todo, pelo menos 34 funcionários foram demitidos. O clima é de enterro na redação da empresa e os que ficaram já procuram novos empregos, já que existem rumores de que novas demissões podem ser feitas depois do fim de ano.

Publicidade

Até o narrador Alessandro Sabella perdeu seu emprego, o que demonstra o quanto a coisa está crítica. Há dois dias, na quarta-feira, 21, a ESPN chegou a exibir um evento esportivo por quarenta minutos sem nenhum narrador. Coube a outro apresentador da casa, sem a menor experiência na função, tentar passar o que ocorria no estádio de futebol.

O repórter Vinícius Nicoletti também teve o seu contrato interrompido com o canal, que tem sede nos Estados Unidos. A ESPN Brasil não confirmou, tampouco negou as informações.  #Desemprego