A indústria brasileira está atravessando, atualmente, momentos de dúvidas e incertezas, causados pela instabilidade econômica atual e pela flutuação no preço do dólar. A variação na moeda americana faz com que os preços dos insumos, utilizados na indústria brasileira, sofram uma variação muito grande no seu preço final. Por outro lado, com a #Crise econômica, a incerteza do futuro econômico do nosso país tem levado à retração do mercado consumidor. Com isto, os empresários não querem se arriscar em aumentar preços, temendo perder mercado para a concorrência.

As empresas brasileiras estão acostumadas a trabalhar com matéria-prima importada na fabricação de seus produtos.

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Estes insumos possuíam até então, a vantagem de um custo menor, quando comprados fora do país, além de uma qualidade superior. Entretanto, a variação do mercado cambial, principalmente, em relação ao dólar, dificultou a vida da indústria. A subida dos preços, por causa da valorização da moeda estrangeira, fez com que a indústria nacional elevasse seus custos. Seria natural que este aumento refletisse no preço repassado ao consumidor. Entretanto, a expressiva queda no consumo, por parte dos brasileiros, traz uma incerteza muito grande aos empresários, que temem em aumentar preços e ver seus produtos encalhados nos estoques por falta de comprador. É o caso dos fabricantes de aparelhos de ar condicionado na região norte do país, que possuem cerca de 500 mil unidades em estoque, sem previsão de comercialização.

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Um alternativa para a alta dos custos, que alguns estão adotando, é adquirir seus insumos no mercado interno. Para alguns setores como o químico, isto não é possível. A matéria prima deste setor é derivado do petróleo, o que é cotado em dólar, no mercado internacional. Assim, um aumento já foi repassado para os produtos da ordem de 2,29%, no mês de julho .Outro setor que fará reajustes, será o setor de eletroeletrônicos e o de eletrodomésticos. Além disto, o setor de máquinas e vestuário engrossará a fila, pois a elevação dos preços e  a taxação de impostos estão elevando os custos para um patamar elevado.Com isto, a margem de lucro do setor está ficando menor. Os empresários não mais suportam trabalhar com uma margem de lucro muito sufocada.

As maiores dificuldades são enfrentadas pelo setor de varejo das indústrias de eletroeletrônicos e máquinas. a indústria de máquinas está desacelerada, pois os empresários não estão comprando maquinário. Eles esperam uma estabilização do dólar.

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Na indústria de televisões, fogões e geladeiras, por exemplo, houve uma redução de 56% no consumo de aparelhos de TV, seguidos de uma queda na produção de 38%, puxado pelo primeiro. Os eletrodomésticos básicos, citados anteriormente apresentaram uma comercialização de 7,470 milhões de unidades no primeiro semestre deste ano, em comparação com as 8,342 milhões de unidades vendidas no mesmo período do ano passado. Segundo os empresários, estes dados colaboram para que se adie ao máximo um reajuste de preços. #Governo #Finança