Nesta sexta-feira, 16 de outubro, um porta-voz do Ministério da Fazenda divulgou à imprensa que Joaquim Levy continua no cargo. Houve certa especulação a respeito da notícia antes da posição oficial do #Governo: alguns veículos de comunicação chegaram a anunciar que o ministro havia pedido demissão à presidenta Dilma Rousseff.

Levy está dizendo a interlocutores que pretende continuar no cargo até dezembro, se as pressões que vem sofrendo dentro da própria base aliada continuarem. O ministro tem se mostrado especialmente irritado com as críticas feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pede a sua demissão.

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Nove meses de pressões

Joaquim Levy assumiu o Ministério da Fazenda em janeiro de 2015, e vem apresentando propostas de austeridade e de elevação de impostos ao Congresso brasileiro. Desde então tem encontrado resistência tanto por parte da base aliada como por parte da oposição, que não cedem aos apelos do ministro pela aprovação do retorno da CPMF. Segundo Levy, o retorno do imposto é necessário para a geração de receita: "A CPMF permite que o seguro-desemprego esteja protegido, como também o abono salarial. Como vamos pagar, se não houver receitas?", declarou o ministro nesta quarta-feira, 14 de outubro.

Cenário conturbado

Nesta quinta-feira, 15 de outubro, a agência Fitch Ratings baixou a classificação de grau de investimento do Brasil para “à beira de junk” (lixo), o mesmo nível em que a Moodys Investors Service colocou o país depois de um rebaixamento em agosto.

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Já a agência Standard & Poors rebaixou o Brasil à categoria junk (lixo) no mês passado, citando o peso da dívida crescente do país e a sua dificuldade em reavivar a economia.

E além da hipótese em torno da permanência ou não de Joaquim Levy no seu cargo, existe o cenário de um possível processo de impeachment contra Dilma Rousseff, o que praticamente fez com que as contas fiscais ficassem à deriva. Depois de não conseguir obter quorum, o Congresso adiou para novembro uma sessão para votar os vetos presidenciais. Enquanto isso, a receita fiscal está abaixo das previsões, o que significa que o governo pode ter que rever novamente sua meta de superávit para o orçamento 2015, que já havia sido reduzida em julho. #Crise econômica #Congresso Nacional