Apesar de sofrer intensas críticas, de todos os setores, inclusive, dentro do próprio #Governo, por causa da política de ajuste fiscal a ser implantada, o ministro da Fazenda Joaquim Levy permanece no cargo. Ele fez esta declaração, semana passada, dia 10, em reunião do Fundo Monetário Internacional(FMI), no Peru.

Segundo disse o ministro, a sua continuidade tem o apoio de Dilma Rousseff. Os boatos de que deixaria o cargo já foram suficientes para trazer instabilidade ao mercado financeiro.

Desde que a política de ajuste fiscal foi anunciada pelo governo, um clima de insegurança e insatisfação tomou conta de todos os meios.

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Tanto políticos, quanto econômicos. A incerteza quanto ao futuro econômico do país tem alimentado a especulação em geral. Joaquim Levy prossegue com as medidas que visam reduzir os gastos públicos e aumentar a arrecadação, mesmo que criando outros impostos.

De formação ortodoxa, o economista faz uso das soluções conservadoras para sanear a economia e recuperar o crescimento econômico.

Não será nenhum espanto se resistências aparecerem no meio do caminho. Do meio empresarial, a desconfiança é total quanto a ressuscitação da antiga CPMF. Tida como ponto fundamental, para se cobrir um déficit de cerca de 30 bilhões, o ressurgimento do imposto sobre o cheque é considerado como um peso morto. Eles apregoam que o governo deve buscar outras formas de de aumentar a arrecadação.

Quanto a este ponto, Levy, por incrível que pareça, discorda.

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Criar impostos sobre a indústria, por exemplo, pode acarretar problemas maiores. Este podem contribuir para elevar a já pesada carga tributária.

No campo político, as críticas vem do próprio partido da presidente. Alguns políticos do PT não escondem as suas críticas contra o ministro da Fazenda. Joaquim Levy, que, por sua vez, sai na defesa da presidente. Ele afirma que a posição de Dilma é buscar o crescimento econômico de 0,7% em seu produto interno bruto (PIB). As desconfianças partem dos investidores, quanto ao fato de que Joaquim Levy ainda não conseguiu convencer a presidente a aprofundar as medidas de ajuste econômico.

As divergências, de cunho ideológico, parecem contribuir para um pouco de distanciamento entre os dois. Para os analistas econômicos internacionais, o ministro pode perder poder e assim diminuir a sua influência e eficácia quanto aos resultados almejados.

Dentro do centro ideológico e político do PT, é notório a antipatia do ex-presidente Lula pelo atual ministro da Fazenda.

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A revista Veja, da semana passada, cita, por exemplo, a atuação de Lula na reformulação do ministério de Dilma. A intenção inicial era demitir o ministro. Ele optou por tirar Joaquim Levy da pasta da fazenda e colocá-lo na presidência do Banco Central.

Para substituí-lo, Lula queria Henrique Meireles. Ele achava que a dupla poderia dar mais confiança ao mercado e aos investidores estrangeiros do que a figura de Levy isoladamente. A ideia só não vingou por que Meireles não aceitou a proposta.

O ministro da Fazenda reafirma a sua posição frente ao ministério e declara que confia na posição dos parlamentares, frente ao pacote econômico e na capacidade de entendimento dos mesmos em apoiar as medidas a serem tomadas. Tudo o que está sendo feito é para garantir a retomada do crescimento e superávit econômico a partir de 2016.  #Crise econômica #Blasting News Brasil