A Suíça é um pequeno país da Europa central, mas apesar de minúscula enquanto nação, é reconhecida internacionalmente por alguns dos seus principais “cartões de visita”: relógios, chocolates, queijos e turismo, entre tantos outros predicados. Porém, não se sabe se é pelo aumento da #Corrupção no Brasil e em outros cantos do mundo, que a Suíça tem ocupado manchetes de destaque ultimamente no Brasil, na medida em que os corruptos que amealham as divisas do povo brasileiro insistem em abrir as suas contas nos bancos suíços.

Isso acontece há décadas basicamente porque os banqueiros da Suíça possuem o direito legal de não apresentar à terceiros quem são os seus clientes em nível mundial.

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Será isto, um forte fator que contribui para a lavagem de dinheiro, evasão de riquezas, comércio ilegal ou é somente o exercício do direito democrático de qualquer cidadão?

Assim, as instituições bancárias da Suíça se constituem em um enorme manancial de riqueza ao país. Na realidade de modo resumido existem no país 369 grupos financeiros, que mantém aproximadamente US$ 2,4 trilhões de dólares armazenados em seus cofres; sendo que, 27% desse dinheiro é oriundo do exterior, inclusive do Brasil.

Cidades que são centros financeiros da Suíça como Genebra e Zurique, além de outras, apresentam uma carta na manga para quem tem dinheiro “sobrando” que é o famoso atrativo do chamado sigilo fiscal, assegurando o anonimato dos clientes e funcionando como um chamariz aos muitos milionários de várias nações.

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Na 1.ª metade do século XX, um número elevado de cidadãos da Europa que não estavam nada satisfeitos com a inflação galopante de seus respectivos  países, depositaram seus dinheiros e outras riquezas nos bancos da Suíça sob o mecanismo do anonimato, ou seja, houve a atração desde os investidores honestos até mesmo aqueles corruptos que tinham como objetivo principal, esconder dinheiro.

Na 2ª Guerra Mundial aconteceu o apogeu do que se chama “lavagem de dinheiro” pelos banqueiros da Suíça, pois de 1940 a 1945, os mesmos transformaram em francos suíços 75% do ouro pilhado por Hitler durante a ocupação das outras nações; enfim, o ouro roubado com sangue e morte foi vendido para o exterior. Libras, marcos alemães e dólares que foram pagos pelo ouro, passaram a servir como um indicador de peso para a moeda suíça.

Pronto, o dinheiro tinha acabado de ser lavado, isto é, o ouro dos nazistas tinha se transformado em algo muito mais forte que é franco suíço, superando o dólar, a libra e o ex-marco alemão que era a moeda de referência da Europa antes do euro.

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Em 1988 para aplacar a opinião pública mundial e combater os modos abusivos de lavagem de dinheiro, os parlamentares suíços referendaram a lei que impõem a todos os bancos que alertem ao governo suíço, quando da suspeita de que o dinheiro depositado em suas instituições seja de origem contrária a legalidade.

Apesar deste mecanismo político-jurídico, o país ainda é considerado uma caixa-forte segura para rios de dinheiro oriundos das nascentes mais duvidosas que existem, pois a Suíça permanece com um grau muito alto do sigilo bancário. A conclusão de tudo isto leva muitos a dizer: “pobre”-rica suíça, ou seja, pobre pela falta de ética na recepção de dinheiro e rica pelos seus cofres abarrotados. #Curiosidades #Crise econômica