Depois de gigantes como as "Lojas Marisa" e "Oi" sofrerem forte abalo em seus negócios por conta da crise financeira, o setor de eletrodomésticos parece ter sido atingido também. Isso porque as Casas Bahia e o Ponto Frio, que pertencem ao mesmo grupo de investidores (Via Varejo do Grupo responsável pelo Pão de Açúcar), fecharam 42 lojas nesse ano sendo 31 nos últimos 3 meses. 

O volume de vendas do grupo diminuiu cerca de 23% neste ano (e 24,6% no último trimestre)e segue recuando. O prejuízo estimado é de R$ 4 bilhões de reais no período de julho a setembro.

Motivo: Crise

Frente ao cenário cenário econômico onde o consumidor tem o poder de compra cada vez menor, o grupo informou por meio de nota que o encerramento das vendas nessas 31 lojas faz parte de um plano de negócios que visa reestrutura a empresa pra se salvar da falência e voltar a crescer. 

Foram 28 lojas da marca Ponto Frio e mais 3 lojas das Casas Bahia, informou o grupo.

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O encerramento das vendas nessas lojas começou em julho quando o GPA (Grupo do Pão de Açúcar) informou que 19 lojas seriam fechadas.

Contenção de despesas

Além do encerramento de vendas, o GPA informou que irá cortar verbas relacionadas a aluguéis de lojas, marketing, pessoal e logística.

Uma medida tomada pela Via Varejo foi transformar lojas Ponto Frio em Casas Bahia. Até agora, 36 lojas já trocaram de bandeira. Tal processo deve ser acelerado como um meio de alçar um crescimento nas vendas.

Cenário desfavorável

O Grupo pão de Açúcar afirmou que o atual cenário de crise é o grande culpado pela recessão tendo em vista que o consumo teve queda inédita no Brasil. 

Para quem não sabe, o Grupo Pão de Açúcar é dono de algumas bandeiras de supermercados, dentre elas estão: Assaí, Pão de Açúcar (que fundiu com as Sendas) e o Extra.

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No que diz respeito a receita líquida gerada pelo setor alimentícios, os números são de quase R$ 9 bilhões de reais (medição feita no último trimestre que abrange julho a setembro de 2015).

Desta forma, constata-se que houve um crescimento de quase 8% comparando ao mesmo período do ano passado. #Finança #Crise econômica #Crise no Brasil