Legislativo pode autorizar que as contas do país tenham um rombo histórico de R$ 117,9 bilhões em 2015, de acordo com o deputado Hugo Leal, responsável pela revisão da meta fiscal de 2015. Para a compensação das "pedaladas fiscais" será considerado um abatimento de até R$ 55 bilhões de pagamentos atrasados aos bancos públicos do país.

Além disso, foi divulgado nessa terça feira (27) a nova meta fiscal de 2015, passando de um superávit de R$ 8,7 bilhões para um déficit de R$ 51,8 bilhões nas contas governamentais. Foi explanado também que as dívidas com o leilão das hidrelétricas, que ficou em torno de R$ 11,1 bilhões, possa ser abatido dessa meta fiscal, previsto anteriormente para novembro desse ano.

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Valores

Marcelo Saintive, secretário do Tesouro Nacional, declarou nessa quinta (29) que os pagamentos atrasados das contas públicas não ultrapassarão a marca dos R$ 50 bilhões. Assim, R$ 112,8 bilhões de déficit pode ser alcançado no final do ano. Todavia, com a mudança da meta fiscal, as pedaladas fiscais podem ser abatidas até R$ 55 bilhões na meta.

Se for determinado pelo Tribunal de Contas da União que o governo deverá pagar as contas atrasadas ainda esse ano e se não ocorrer o leilão das hidroelétricas em 2015, assim o déficit nas contas chegará ao montante de R$ 117,8 bilhões, aproximadamente 2,05% do PIB nacional.

De acordo com o documento divulgado pelo deputado Hugo Leal, "o déficit de R$ 117,9 bilhões pode ser ainda pior caso os estados e municípios superem suas cotas, além disso a União está autorizada a ter um déficit de R$ 117,9 bilhões e ainda os pagamentos passivos de R$ 55 bilhões, ainda em discussão".

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Para todo o setor público, o déficit pode chegar a R$ 114,96 bilhões ,se equiparando a aproximadamente 2% do PIB brasileiro. Nessa situação, todas as contas dos estados e municípios alcançariam um superávit de R$ 2,9 bilhões neste ano.

Com ar de aprovação, o deputado se justifica sobre a questão dizendo que não é possível ignorar as dificuldades financeiras atuais de nosso país, porém essa é uma medida transparente para resolver a gestão das finanças públicas. #Crise econômica #Congresso Nacional