O Ministério do #Trabalho divulgou os dados a respeito dos índices de emprego e #Desemprego para o país, nesta sexta-feira, dia 20. As informações não são nada animadoras. Mais uma vez, outubro foi apontado como o sétimo mês, no qual as demissões superaram as contratações, de acordo com os dados repassados pela Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados). Este fenômeno ocorre consecutivamente aos meses anteriores, cujo os resultados foram semelhantes.

O mês de outubro deste ano foi apontado como o pior mês em relação à serie histórica desde o ano de 1992. Até então, na análise dos indicativos de empregos, o mês de setembro tinha sido considerado com o pior desempenho, se comparado com a mesma análise da série histórica, desde o ano de 1998.

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Este último mês teve cerca de 64 mil vagas de trabalho encerradas.

Somente para o ano de 2015, se somarmos os meses de janeiro a outubro, as demissões de trabalhadores superaram a barreira dos 800 mil, mais precisamente, 818 mil vagas formais, ou seja, com carteira, foram encerradas no país. Segundo a análise do Ministério do Trabalho, este foi o pior resultado quando feito a comparação com um intervalo desde o ano de 2002. Esta foi a primeira vez que o saldo da diferença entre as contratações e demissões apresentou um resultado negativo.

A avaliação minuciosa do ministério prossegue para a série, desde o ano de 1992. Segundo o mesmo, no intervalo de 1 ano, foram mais de 1,3 milhões de vagas encerradas no Brasil, considerando o mês de outubro deste ano de 2015. Assim, o saldo de empregos caiu para a terceira posição em 2015, com 40,387 milhões de vagas, contra 41,769 milhões em outubro de 2014.

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Ainda de acordo com os dados divulgados, os setores que mais contribuíram com as demissões foram os da construção civil, cujas demissões lideram com 49.830 vagas extintas, seguido do setor de transformação, com mais de 48 mil demissões e em terceiro o de serviços com mais de 46 mil demissões.

Logo em seguida, vem a agricultura com quase 17 mil demissões e o comércio com cerca de 4.200 vagas formais extintas. Num levantamento parcial, o setor de transformação demitiu mais funcionários que a construção civil. Foram mais de 330 mil trabalhadores desde janeiro a outubro de 2015. A construção civil demitiu, no mesmo período, cerca de 250 mil trabalhadores demitidos.

Se compararmos por região, a que mais se destacou por trabalhadores demitidos foi a Sudeste, com mais de 97 mil vagas fechadas. Em segundo lugar vem a região Sul com mais de 21 mil demissões, seguida do Nordeste com mais de 17 mil. Por cidade, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, aparecem nesta ordem como as que mais demitiram de janeiro a outubro deste ano. #Crise econômica