Com certeza você já teve uma Havaianas, ou pelo menos conhece a marca que é uma das mais antigas e principais do mercado. Talvez por ser tão popular, a notícia vem chamando tanto a atenção da população, que tem comentado muito nas redes sociais o fato da Camargo Corrêa ter vendido o controle da Alpargatas, que é a empresa responsável por marcas famosas, como a Havaianas, Mizuno, Dupé, entre outras.

J&F Investimentos, que é proprietária da JBS, adquiriu a empresa por R$ 2,66 bilhões de acordo com o comunicado enviado à CVM - Comissão de Valores Imobiliários.

Do valor total, R$ 12,85 será pago em ações e o restante à vista em moeda nacional, mas ainda é preciso aguardar o parecer do Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para só então considerar o negócio como realmente realizado.

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Assim que estiver com toda a negociação concluída, a J&F Investimentos pretende diversificar seu portfólio, possibilitando que a J&F possa oferecer maior variedade aos seus clientes e que pelo menos nos próximos meses não há nenhuma intenção de encerrar a Alpargatas. Ainda não se sabe se a Havaianas lançará algum modelo diferenciado nos próximos meses.

Quando no início deste mês a Alpargatas informou que iria vencer as marcas "Rainha" e "Topper" para Carlos Wizard, por R$ 48,7 milhões houve rumores de que a empresa estivesse falindo. Mas agora, gastando R$ 2,66 bilhões nesta compra vê-se que a empresa está longe de fechar e que está mesmo é atenta ao mercado e investindo em novos projetos, aqueles que ela considera mais rentáveis.

A Camargo Corrêa é quem controla a fabricante da Havaianas e revela que fez um bom negócio e teve assessoria financeira do Bradesco BBI e também foi preciso contar com os serviços do Goldman Sachs, já que se trata de uma grande operação.

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Assim que a venda da Havaianas foi anunciada, as ações da Alpargatas caíram mais de 8% e a queda pode ser ainda maior. Mas a queda é em relação às ações preferenciais da Alpargatas (ALPA4), pois as ações ordinárias da empresa (ALPA3) seguiram na direção contrária e registraram alta de 3,6%. #Desemprego #Finança #Comportamento