A revista Veja é a maior publicação impressa do país. Estima-se que hoje a publicação tenha centenas de milhares de assinantes em todo o Brasil. Nos tempos áureos, o número de assinaturas chegou a bater a casa do milhão. Em um período de crise, uma das primeiras coisas que as pessoas fazem é cortar aquilo que julgam menos importantes. E é isso o que acontece com os serviços de assinatura, como o da Veja. A revista nega que esteja passando por um momento de crise, mas apenas fala em reformulações pontuais. 

Ainda assim, segundo fontes ouvidas pela Blasting News, o clima é de tensão nos bastidores da revista, especialmente entre os ditos "medalhões", jornalistas e colunistas que recebem os maiores salários da revista.

Publicidade
Publicidade

Isso porque eles seriam os primeiros na linha de corte, afinal, a publicação pode investir em nomes tão capazes pagando muito menos. Isso aconteceu com diversas outras publicações ao longo dos anos. É um movimento que briga entre a qualidade do conteúdo produzido e o quanto as empresas querem lucras, como qualquer negócio. 

Na sexta-feira, 06, Joice Hasselmann foi demitida, conforme informamos aqui. Depois de acusações de plágio, a jornalista foi aparecendo cada vez menos na publicação e no sábado, 07, ela mesma confirmou que não fazia mais parte da equipe editorial da revista. Mas a profissional da mídia não foi a única a perder o emprego nos últimos meses. Outros profissionais, considerados de direita, perderam espaço na Veja. Rodrigo Constantino e Ricardo Setti foram alguns deles. Há poucas semanas, Caio Blinder, que prestava serviços diretamente de Nova York, também saiu da revista.

Publicidade

Um movimento curioso e que explica o espantamento na redação do impresso. 

Lembrando que no meio do ano a Abril decidiu cancelar duas versões regionais da revista, uma em Belo Horizonte e outra em Brasília. Apenas os sites, pouco atualizados, continuam a existir. Para isso, 49 pessoas foram demitidas. Boatos dentro da revista falam que outras dezenas podem deixar de fazer parte do quadro de funcionários da casa até o início do ano que vem. #Desemprego