A maior crise política e econômica dos últimos 20 anos tem gerado uma série de desgastes ao Brasil e ao seu povo. Neste cenário, sete em cada dez brasileiros afirmam quem usarão o 13º salário para pagar dívidas.

A taxa de desemprego aumenta; ocorre o mesmo com a saída de empresas nacionais para países vizinhos procurando melhores condições de produção, logística e venda de seus produtos; contas com o dinheiro público desviado ilegalmente por alguns dos corruptos brasileiros, sendo descobertas e entregues pelos bancos suíços; adoção e incorporação de termos como mensalão, lava-a-jato, pedalada fiscal, fraudes na Petrobrás, elevação dos juros dos serviços financeiros em geral, já fazem parte da rotina da maior parte do povo do Brasil. 

Diante de um quadro tão adverso, muitas pessoas aguardam com ansiedade o recebimento do 13º salário para poder deixar as contas e dívidas em dia. Os preços e juros aumentaram exorbitantemente, gerando o endividamento de grande parte da população, que com isto terá de se utilizar do salário extra (13.º salário ) para pagar as dívidas que acompanharam este tsunami de aumentos nocivos ao crescimento do país e economia.

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O que mais causa revolta em alguns é que toda esta crise não é nada parecida com uma “marola” como foi dito pelo ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. 

Conforme análise meticulosa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), aumentou para 74% o percentual dos brasileiros que almejam se valer do 13º salário unicamente para pagar dívidas já adquiridas. O curioso disso tudo é que em 2014, o porcentual era de 68% e em dois anos anteriores, o percentual se encontrava em 62%. 

As dívidas que funcionam como carros chefes para serem quitadas são: o cheque especial (39%), cartões de crédito (44%), normalização do nome de pessoas negativadas no Serasa e SPC (4%) e também dívidas com prestações do comércio atrasado (4%).

Sendo assim, os presentes e lembranças para o final de ano ficaram seriamente afetados em 2.º plano, onde somente 8% dos cidadãos ouvidos pela Anefac irão se utilizar do 13.º na compra de presentes, ou seja, uma decaída de 27,27% se comparado ao ano passado, ou redução semelhante dos brasileiros que querem economizar o dinheiro para o pagamento de despesas do início de 2016, tais como: IPTU, IPVA, matrículas escolares, etc.

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#Trabalho #Comportamento #Crise no Brasil