A Federação Única dos Petroleiros(FUP), reunida nesta sexta-feira, dia 13, no Rio de Janeiro, decidiu aceitar a proposta oferecida pela direção da Petrobras, através de acordo coletivo, de reajuste salarial a ser concedido ao funcionários da estatal. A decisão veio através de uma reunião do conselho de deliberação da federação e o termo do acordo foi aprovado por ampla maioria.

A partir desta decisão, a FUP recomenda a todos os sindicatos e entidades, que representam os petroleiros, que suspendam a greve que foi deflagrada desde o dia 29 de outubro. A determinação também é para que as mesmas possam realizar as assembleias em cada estado e repassar as diretrizes a todos os trabalhadores do ramo petroleiro.

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Os representantes da federação estavam reunidos desde o dia 12, na quinta-feira, porém, a decisão foi tomada somente nesta sexta-feira, 13, no período da tarde.  Ainda de acordo com a entidade, ficará garantido aos trabalhadores que haverá a compensação relativa à metade dos dias paralisados, sendo que os descontos só incidirão também sobre a metades dos mesmos.

Durante a #Greve, a #Petrobras manteve negociação com a entidade, sendo que a última proposta oferecida foi  um reajuste de 9,53% sobre o salário atual e sobre outros tipos de gratificação que estejam incorporadas ao mesmo. De acordo com nota da empresa, a estatal havia esgotado todas as possibilidades de reajuste que poderiam ser ofertadas e aguardava que as entidades que representavam os trabalhadores acatassem a proposta. 

A estimativa é que com a greve, a produção diária de derivados do petróleo chegou a ser reduzida em cerca de 10%.

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Entretanto, com as medidas de contingência, a companhia conseguiu reduzir este déficit para cerca de 5%. Apesar das providências que a Petrobras tomou, para contornar a situação de se enfrentar um possível desabastecimento, por uma queda na produção, as previsões são de que haverá um reflexo na produção de petróleo e de seus derivados ainda neste mês de novembro.  

A proposta inicial de reajuste que era reivindicada pela categoria era de 18%. Além desta proposta, os petroleiros protestavam contra a venda de ativos da empresa, temendo que isto pudesse afetar a manutenção dos direitos trabalhistas dos funcionários da mesma.  A pauta de reivindicações pedia também a não contratação de mão de obra terceirizada e que a empresa pudesse retomar os projetos de investimentos no país.

Um documento com todas as propostas foi elaborado e entregue ao atual presidente da estatal, Aldemir Bendine. Os pontos do mesmo que se referem aos investimentos que a empresa deveria realizar internamente, segundo a  direção da empresa, serão analisados por um equipe técnica da estatal, além de representantes de FUP. Desta análise, será elaborado um relatório que será entregue à  presidência da Petrobras e ao #Governo federal. O prazo para a realização desta análise e entrega da conclusão deverá ser de 60 dias.