Um ano para ser esquecido. Esse foi o 2015 para a comunicação social no Brasil. O número de notícias sobre demissões e fim de publicações e empresas midiáticas parece não ter fim. Nesta quinta-feira, 19, chegou a vez do grupo Abril anunciar o fim da principal revista de conteúdo adulto do país. A Playboy encerrará suas atividades em dezembro e isso só vai acontecer por conta dos assinantes do serviço, que passam dos milhares. A decisão ocorreu depois da versão americana anunciar que não publicará mais fotos de mulheres nuas. Além da Playboy, outras duas revistas também vão deixar de circular em terras tupiniquins, a Women's Health e a Men's Health. 

No início do ano, a Abril já tinha anunciado o famoso "passaralho" em suas redações, justamente por conta da queda das vendas das publicações.

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O carro-chefe da Abril, a Veja, também fechou edições impressas regionais, como a de Brasília, além de demitir jornalistas experientes. Algumas "barrigas" jornalísticas, como uma reportagem sobre o senador Romário, que depois foi desmentida cheia de provas, fizeram o número de assinantes cair. 

Oficialmente, a Abril ainda não fala em demissões, mas com uma boa assessoria diz apenas que acabar com revistas é uma mudança profunda e arrojada. O fato é que com a popularização da internet, as pessoas cada vez se sentem menos motivadas a comprar essas publicações, especialmente em um ano de crise, quando você precisa fazer cortes naquilo que é considerado dispensável. Nesse caso, um dos primeiros setores a ser afetado é justamente o da #Comunicação, ao lado de assinaturas de TV a cabo, que nesse ano teve a primeira interrupção de crescimento da história. 

A Abril informa que os assinantes continuarão a receber as revistas em suas casas até dezembro, mas que depois dessa data eles serão estimulados a assinarem outros serviços, como é o caso da própria Veja.

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A empresa de comunicação ainda não fala em demissões, mas funcionários estão aterrorizados e essas perdas devem passar das dezenas de profissionais.  #Desemprego #Mídia