O rombo nas contas dos Correios, de quase 1 bilhão de reais, conforme foi divulgado pelo atual presidente da empresa, Giovanni  Queiroz, chamou a atenção do #Governo, principalmente do novo ministro da Comunicações, André Figueiredo. Em uma rápida entrevista, o ministro afirmou que o prejuízo que a empresa terá para este ano de 2015, suscitará adoção de medidas a serem tomadas de maneira rápida e que sejam eficientes para reverter o atual quadro de crise financeira que se instalou na mesma.

Entendendo a situação financeira da empresa

Ao ser nomeado para o cargo de presidente dos Correios, o médico Giovanni Queiroz, deparou-se com uma instituição brasileira sucateada e assombrada por um prejuízo, calculado em mais de R$ 900 milhões de reais, que a mesma terá que amargar ao final deste ano de 2015.

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Queiroz reconheceu o tamanho da conta, oriunda principalmente do fundo de previdência dos funcionários da empresa, o Postalis. Este foi considerado o pior dos resultados dos Correios, sendo considerado o único prejuízo da empresa, nos seus últimos 20 anos de plena atividade. Como o acúmulo do prejuízo vem de anos anteriores, os Correios foram obrigados, ao longo deste últimos anos, a lançar mão de sua provisões financeiras, algo em torno de mais de 1 bilhão de reais, que foram formadas, pelo menos nos últimos seis anos. No final do ano passado, a empresa fechou com um balanço de cerca de R$ 9 milhões de lucro, o que representa o pior resultado da sua atualidade. Entretanto, para 2015, o prejuízo não poderá ser evitado, deixando os correios em uma grave situação financeira e um prejuízo que sepultará de vez as expectativas de crescimento para uma das mais respeitadas empresas de serviços no nosso país.

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O Governo quer tentar recuperar o grave quadro da crise financeira da instituição   

Assim como o atual presidente dos Correios, André Figueiredo é recém chegado ao ministério das Comunicações, após a reforma ministerial realizada pela presidente Dilma Rousseff. Como ministro da pasta, o deputado pelo PDT do Ceará, mostrou-se bastante preocupado com a situação que os Correios estão atravessando. Em uma entrevista concedida, pouco antes da cerimônia de posse do presidente da empresa, nesta terça-feira, dia 17, em Brasília, o ministro afirmou que irá manter um quadro de várias reuniões com os representantes do ministério da Fazenda e com o conselho de administração da instituição, a fim de que possam encontrar formas de reverter o rombo de mais de R$ 900 milhões de reais dentro da empresa. Figueiredo reconheceu o prejuízo e tentou justificá-lo ao afirmar que isto era devido a débitos provenientes de anos anteriores.

Nos meios políticos, os representantes do partido NOVO comentaram a entrevista do ministro das Comunicações e a atual situação financeira dos Correios.

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Na página do partido no Facebook, o mesmo criticou a nomeação do atual presidente da empresa, afirmando que isto não é suficiente para tirá-la do quadro de falência. Eles defendem um novo modelo de governo, no qual a gestão de empresas não deverá ser feita pelo governo. O partido defende abertamente a privatização dos Correios, como forma do Estado se aliviar de um monopólio que acarreta prejuízo e defendem a livre concorrência entre as empresas de caráter privado. #Finança #Crise econômica