Uma das principais empresas do Brasil, a #Petrobras, patrimônio brasileiro, desde o dia 29 de outubro enfrenta uma onda de paralisações em algumas cidades brasileiras. A #Greve decretada no final de outubro se alastrou por todo o país com a adesão de entidades que representam os trabalhadores da estatal. A empresa não sabe avaliar o impacto que o movimento grevista poderá acarretar na sua produção .

Desde o domingo, dia 01 de novembro, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que já havia decretado a greve desde o final do mês de outubro, recebeu a adesão da FUP (Federação Única dos Petroleiros), que é composta por vários sindicatos de classes dos petroleiros, incluindo a Bacia de Campos.

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Assim o movimento grevista ganha dimensão nacional e se estende por vários estados brasileiros. 

O movimento que começou no litoral Paulista, foi engrossado com a adesão das unidades do Rio de Janeiro, Sergipe, Alagoas, Amapá, Amazonas, Maranhão e no Pará. Outras unidades estarão aderindo ao movimento, que segundo as entidades sindicais, terão as suas produções diminuídas em virtude da paralisação.

Os petroleiros reivindicam um aumento de salário de 18% e pela não aceitação da venda dos ativos da empresa ao capital estrangeiro. Os trabalhadores temem que após as denúncias de desvios milionários de dinheiro da estatal, os direitos trabalhistas conquistados, ao longo dos anos, não possam ser cumpridos.

As pautas de reivindicações dos petroleiros, segundo a FUP, se debruçam sobre a não aceitação do processo de terceirização que está ocorrendo dentro da empresa e a falta de investimentos da estatal no Brasil.

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Nos últimos anos, a empresa tem cancelado, sistematicamente, o desenvolvimento de novos projetos dentro do país. Isto, no entender dos petroleiros, representa um atraso ao desenvolvimento nacional, o que pode levar ao desemprego dentro da estatal.

A Petrobras divulgou a informação de que está tomando medidas necessárias para que a produção na suas unidades não seja afetada, assim como medidas para preservar a segurança de seus funcionários. Além disto, estão sendo efetuados ajustes para que a distribuição e o abastecimento de combustíveis também não seja prejudicado. A empresa ainda não sabe precisar qual o impacto que a greve, nas suas unidades pelo país, poderá acarretar. A greve continuará por tempo indeterminado e as negociações devem prosseguir com os representantes sindicais.

A preocupação é com a paralisação da produção da Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Ela faz parte da Sindipetro Fluminense e é responsável pela produção de cerca de 70% de todo o petróleo que é produzido no território brasileiro.  #Crise