O Banco Central, nesta sexta-feira (27), informou que as taxas referentes aos juros subiram no mês de outubro. Para pessoas físicas, a média percentual foi de 2,5 pontos (setembro a outubro) e ao ano 64,8%. Já para as empresas, ficou em torno de 0,9 pontos percentuais e ao ano 30,2%.

De acordo com os dados, a inadimplência das famílias cresceu e fechou o mês com 5,8%, ultrapassando o piso de 5,2%, levando-se em conta mais de três meses de atrasos. As empresas ficaram com o índice de 4,3%.

CAUSAS DA INADIMPLÊNCIA

A inflação e a alta carga tributária contribuíram para que as famílias se endividassem. Com o encolhimento da renda familiar, estas não conseguem colocar as contas em dia.

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Fatores ajudam no desequilíbrio financeiro: o desemprego, a falta de ocupação de membros da família, o aumento dos preços dos produtos, taxas abusivas de luz, transporte, gasolina e a queda do poder aquisitivo das pessoas.

A taxa de juros do cartão de crédito é um fator agravante. Houve uma pequena queda no percentual, que passou de 414% a 406% ao ano, com média de 8,2 pontos percentuais, indicando que é a maior taxa de juros no crédito. Os juros do cheque especial também sofreram aumento, 14,4%, e, ao ano, 278%. O consignado muito utilizado teve uma alta de 0,5% para uma taxa de 28,1% a.a.

Financiamentos de veículos aumentaram suas taxas em 0,3 pontos percentuais e ao ano em 25,9%. Tais aumentos das taxas de juros seguem os bancos (Selic), que é estipulado pelo Banco Central (2014).

Com as taxas em um gráfico crescente, a necessidade das pessoas pela busca de crédito aumentou e gerou as dificuldades para adquiri-lo, pois o sistema de financiamento passou a exigir mais das pessoas, com medo da inadimplência.

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Com isso, a concessão de crédito caiu 2,7% (queda livre) e 11,3% (subsidiado). O PIB (Produto Interno Bruto) teve o índice de 55,1% (setembro) a 5,7% (outubro).

É necessário que o governo faça a tão sonhada reforma tributária no país, pois o cidadão já não aguenta pagar por tantos impostos e a dificuldade já se faz sentir na hora de adquirir os bens de consumo e habitação. #Finança #Crise econômica #Crise no Brasil