Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, foram pagos R$ 72,4 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao Fundo de Garantia  por Tempo de Serviço (FGTS) e ao Banco do Brasil. Os pagamentos em questão se referem aos repasses atrasados de benefícios e subsídios concedidos por estes bancos, as "pedaladas fiscais". O valor ficou muito acima  dos R$ 57,013 bilhões anunciados pelo governo em novembro à Comissão Mista de Orçamento (CMO). Segundo o Tesouro Nacional, R$ 16,6 bilhões já haviam sido pagos anteriormente, sobrando um valor de R$ 55,8 bilhões que vem sendo liquidado no final de 2015.

Segundo nota do Tesouro, "o pagamento de todas as obrigações neste exercício era medida necessária para fins de cumprimento da meta de resultado fiscal, uma vez que, a partir de determinação do TCU (Tribunal de Contas da União), houve mudança no momento em que se daria a apropriação das referidas obrigações na apuração das estatísticas fiscais, pelo Banco Central.

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Assim, todas as obrigações da união com bancos públicos e fundos estão imediatamente contabilizadas como despesas primárias e integrarão as estatísticas fiscais".

A prática das pedaladas fiscais fez com que instituições como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil usassem recursos próprios para honrar com o pagamento dos beneficiários da assistência pública. Segundo a oposição, as pedaladas fiscais equivalem a empréstimos de instituições privadas ao #Governo, violando assim a proibição deste tipo de transação pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O resultado foi a reprovação unânime das contas do governo de 2014 pelo TCU, o que serviu de argumento para a abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

O Congresso Nacional já autorizou fechar o ano com um déficit de R$ 119,9 bilhões, o que incluía o pagamento das pedaladas no valor então de R$57 bilhões, além do déficit gerado pelo aumento de gastos do governo. Joaquim Levy, o antecessor de Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda, preferia o parcelamento destes pagamentos.

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#Crise econômica