O discurso é simples: quanto mais feriados, menos se trabalha. A norma pode valer para países que estão no hemisfério norte, pois os invernos são rigorosos e o tempo no trabalho ajuda a economizar energia nas casas e reduz o número de acidentes individuais, com custo é muito alto, considerando que o inverno dura, em média, oito meses. O Brasil não questionou essa regra, mas ao segui-la reduziu sua economia característica de país tropical. Perde uma grande fonte de renda: o do ócio no lazer.

A identidade brasileira

O primeiro fator positivo é que o Brasil é um país que vive um verão eterno, onde as temperaturas mais frias coincidem com temperaturas do verão da Europa.

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Mesmo com esse calor, a arquitetura das novas janelas basculantes em edifícios imita as mesmas que servem para não acumular neve no Norte. O vento não faz curvas e o calor do país leva à instalação de mais ventiladores e aparelhos de ar condicionado do que o necessário. As velhas janelas portuguesas, com quatro folhas e pé direito alto foram esquecidos. O pé direito das casas foi reduzido para garantir o calor interno e tem cada vez menos áreas arborizadas. O Brasil é incompentente de atrair os habitantes do norte durante o período de inverno.

Menos feriados, menor produtividade

Os feriados foram diminuídos na extensão e alguns até banidos. Antigamente, Santa era a semana, que permitia uma semana de alivio aos estudantes, movimentando o transporte e a indústria do lazer. O mesmo ocorria na da Pátria, uma semana dedicada ao lazer com apenas um dia cívico, com as paradas.

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Isso sem falar nos feriados de São João, São Pedro e Nossa Senhora da Conceição. A ocorrência deles permitia uma maior mobilidade das famílias e movimentam a economia nos hotéis, restaurantes, meios de transporte e mercados. Toda uma indústria que pode aproveitar esses dias para gerar mais empregos, mais renda e mais impostos.

Empreendedorismo e lazer

A característica do Brasil é o turismo e o lazer, com um das maiores extensões de praias com águas banháveis do mundo. A ocupação hoteleira entre Natal e Ano Novo chega a perto de 100% demonstrando que existe um mercado por explorar, mas que os políticos não sabem lidar com iniciativa privada ou identidade nacional. O lazer também traz o esporte como um dos elementos agregadores de pessoas, em um país onde o vôlei de praia, o futvolei, o futebol de praia, o surfe, entre outros esportes, trazem medalhas, novas marcas de roupas, novos comportamentos de esporte e também participação em competições mundiais, gerando propaganda gratuita.

Desafios a enfrentar

Vários problemas ocorrem no país: apesar de ter um apelo turístico tão forte, poucas pessoas falam mais de dois idiomas e a grande maioria fala mal o Português.

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As escolas não ensinam nem idiomas, nem sobre como atuar como guias turísticos, nem como chefs nacionais, muito menos como empreendedores oficiais, gerando mais impostos e regulando o mercado. As ilhas do golfo do México recebem mais turistas do que um balneário brasileiro. Outro grande problema é o tempo escolar, copiado de modelos estrangeiros, os 200 dias letivos de baixa qualidade escolar, não cumprem minimamente o currículo de matemática, preenchimento de imposto de renda, redação de textos e produção de teatro. Em alguns lugares, a colheita atrapalha a ida do aluno à escola, pois a renda mínima é que importa na família.

O #Governo poderia aproveitar o novo ano para: ensinar espanhol e inglês em tempo integral aos profissionais do turismo; reduzir impostos sobre serviços e auxiliar a criação de empresas virtuais, onde o guia turístico poderia atuar mais livremente e voltar os feriados antigos para distribuir melhor as festividades e a renda. E viva o ócio, pois gera renda. #Desemprego #Crise econômica