O comitê da política monetária (Copom) irá aumentar a taxa básica de juros que passará dos 14,25% para 14,75% ao ano em 2016. Esse índice de aumento não é nada satisfatório, a Selic estava prevista para 14,25% para o próximo ano.

A previsão para a taxa básica de juros é uma alta de 15,00% no mês de março de 2016 com elevação de 15,25% ao ano, no mês de abril. Nesse parâmetro, a Selic não sofrerá aumento até o mês de outubro e em dezembro, de acordo com a probabilidade, cairá para 14,75% ao ano.

Em 2017, há uma perspectiva que a taxa Selic será de 14,25% ao ano e deverá ficar em torno de 14,00% em março. Nos meses seguintes, haverá uma diminuição do percentual, em abril cairá para 13,75% e em maio será fixada em 13,25% ao ano, em junho se reduzirá para 13,00 ao ano.

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A ANÁLISE DO MERCADO

De acordo com as estatísticas do mercado financeiro, em 2017 a Selic passará de 12.00% ao ano para 12,25%, em 2018 será de 11,00% e em 2019 de 10,50% para um aumento de 10,75%. De acordo com prognósticos, em 2020 a estatística é de 10,00% ao ano.

FATORES QUE CONTRIBUÍRAM PARA O AUMENTO DA SELIC

Tony Volpon (diretor de assuntos internacionais do Banco Central) informou que o fator preponderante para a alta de 0,50% foi o índice elevado da inflação. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve um aumento de 1,01% no mês de novembro 2015 e foi um índice alto e não favorável.

O diretor Volpon disse que optou pela elevação dos juros, para que a perspectiva de projeção para 2016 de diminuição seja confiável.

AS DÚVIDAS

Volpon, quando sondado sobre o que ocorre no cenário político do Brasil e se os fatos atuais poderão refletir nas próximas reuniões do Copom, respondeu que a incerteza não é favorável para o setor econômico do Brasil e nem para o Banco Central.

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Ele espera que as dúvidas passem e que o governo se acerte, pois será melhor para o B.C (Banco Central), para a inflação e setor econômico.

COMO SERÁ PARA OS BRASILEIROS

A alta das taxas com certeza se refletirá no dia a dia dos brasileiros, que já sentem no bolso a alta carga tributária, embutida nos preços dos produtos. Com tantas elevações dos juros, ocorre o achatamento do salário e o poder de compra do trabalhador cai e acaba influenciando o comércio em geral.

O reflexo se faz sentir na lei da oferta e da procura, é preciso que o governo faça uma reforma tributária para colocar o país em desenvolvimento.  #Negócios #Crise econômica #Crise no Brasil