Após os dois episódios de rebaixamento do país pelas agências Standart & Poor's e Fitch, o Brasil atravessa ainda sérias dificuldades econômicas que, na previsão dos especialistas, irão dificultar a recuperação de sua credibilidade econômica internacional. 

A perda do selo de bom pagador dificulta a vida financeira do Brasil, visto que menos investimentos serão atraídos. Para um país ainda dependente do capital externo, isto representa a sua caminhada para uma profunda recessão, agravando ainda mais o quadro econômico.

Brasil será rebaixado pela terceira vez

As consequências do rebaixamento econômico brasileiro, perante à economia mundial, refletirão ainda por um bom tempo.

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A diminuição do volume de investimentos externos foi exacerbada nos últimos meses. Isto poderá comprometer o crescimento econômico, o qual não tem grandes expectativas a curto prazo. Esta é a opinião do economista José Roberto Mendonça, da consultoria MB Associados e ex-secretário do setor de Política Econômica, pertencente ao Ministério da Fazenda. Baseado nestes fatos, a agência Moody's acena com a possibilidade de rebaixar o Brasil, conforme seu grau especulativo e capacidade de crescimento. Este fato vai contribuir para agravar a situação do país, já bastante complicada pela falta de uma perspectiva real de recuperação econômica.

Fundos de pensão estão fugindo do Brasil

As corporações internacionais, que administram os fundos de pensão, costumam avaliar o risco de investimento em um país, com base na avaliação positiva de, pelo menos, duas agências internacionais. 

As ações de empresas brasileiras no exterior estão sendo rejeitadas pelo mercado financeiro

As consequências dos rebaixamento podem ser sentidos no mercado financeiro.

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Segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais), a captação de recursos pela venda de papeis brasileiros caiu entre o período de janeiro a novembro deste ano, em comparação com o ano passado. Em 2014, as operações totalizaram US$ 45 bilhões. Neste ano, foi de apenas US$ 8 bilhões. O economista Silvio Campos Neto, da Tendência consultoria integrada esclarece que a classificação das empresas brasileiras no exterior caiu para um nível chamado de "junk(lixo)". 

O Brasil integra a lista dos países que possuem potencial para o calote financeiro

A perda na classificação econômica do país, aliado a seu baixo potencial de crescimento para os próximos anos, tem levado o Brasil a entrar na lista de países com risco de não honrar seus compromissos com o mercado internacional. Segundo Campos Neto, infelizmente, os países ricos usam este patamar de classificação, diante das incertezas do cenário econômico de cada um. É chamado de CDS (Credit Default Swap). Seria um seguro contra calotes do país por até cinco anos.

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O Brasil está com 450 pontos na classificação, bem acima de países como a Colômbia, que possui risco menor, em torno de 250 pontos.

A tentativa do #Governo em recuperar a economia, como saída do ministro Levy, contribuíram para confirmar a fragilidade da economia brasileira. O dólar teve a maior queda desde setembro, fechando a R$ 3,96. Entretanto as maiores reduções vem de empresas que estão deixando de injetar recursos no país. Um relatório do banco Santander mostra um investimento de US$ 50 bilhões para este ano, contra a média de US$ 73 bilhões desde 2008, quando o Brasil atingiu a classificação de bom pagador, dada pela agências atuais que o rebaixaram novamente.

   #Finança #Crise econômica