É só andar pela rua e notar a quantidade enorme de placas de aluguel para imóveis comerciais disponíveis. São estabelecimentos que estavam ocupados há, pelo menos, dois anos, mas atualmente, estão disponíveis para aluguel. Tratam-se de imóveis pequenos, médios e grandes.

Efeitos da crise

Pouco antes do agravamento da crise, o proprietário de imóvel que pediu reajuste muito acima do IGPM e não cedeu, em renegociação com o locatário, pode estar com o imóvel vazio até hoje. Alguns proprietários de imóveis comerciais ainda tentam pedir uma parcela de luvas, quando percebe que o locatário está conseguindo se estabelecer no imóvel.

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Hoje a cobrança das luvas está expressamente proibida pela atual lei do inquilinato, aliás, sempre esteve por todas as anteriores, em seu artigo 43, inciso I, onde se lê:

'Art. 43 - Constitui contravenção penal, punível com prisão simples de cinco dias a seis meses ou multa de três a doze meses do valor do último aluguel atualizado, revertida em favor do locatário:I - exigir, por motivo de locação ou sublocação, quantia ou valor além do aluguel e encargos permitidos'.

As empresas tentam se virar como podem, para driblar a crise, mas, recentemente, as "Lojas Marisa" anunciou que está fechando a venda por lojas diretas no Brasil. Isso significa que mais imóveis comerciais vão estar vazios, sem mencionar que 5 mil pessoas ficarão desempregadas.

Reajuste

O pior é que o valor acumulado do IGPM até novembro está em 10,09%, enquanto que as vendas amargaram quedas nunca vistas, desde 2002.  

Consequências

Um imóvel vazio traz prejuízos a todas as partes:

1- Ao proprietário: que não vai ter a renda gerada pelo imóvel e ainda tem que pagar impostos.

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2- O imóvel: que fica muito tempo inativo pode sofrer pichação, depredação, desvalorização do local, dentre outros problemas.

3- A região onde está: que pode ficar carente de serviços ou de comércio próximo.

4- O locatário: que não gera renda e emprego.

5- Por fim, ainda freia a compra e a construção de novos empreendimentos para locação, devido ao excesso de oferta. #Opinião #Crise econômica #Crise no Brasil