A presidente da república, Dilma Rousseff, está sendo pressionada até pelo o seu próprio partido, o PT. De acordo com informações da jornalista Natuza Nery, da 'Folha de São Paulo', em reportagem publicada nesta terça-feira, 29, a legenda já definiu quais as metas serão reivindicadas com o governo federal. Algumas medidas podem causar um verdadeiro reboliço na economia, caso aprovadas por Dilma. As que tem cara mais benéfica são mais crédito para as pequenas empresas. O Partido dos Trabalhadores quer ainda um plano para defender o emprego, que neste ano chegou a quase 10 milhões de desempregados em todo o país. A política que tenderia a ajudar os mais pobres poderia aumentar a popularidade de #Dilma Rousseff e ajudá-la, nesse sentido, no processo de #Impeachment.

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Mas se a corda parece ficar mais forte para o lado mais pobre, para o lado mais rico a coisa deve ser bem diferente. Concessões públicas e investimentos do BNDES devem ter baixa em 2016, caso Dilma aceite as sugestões do partido de seu amigo Luiz Inácio Lula da Silva.  Nenhuma medida, no entanto, das sugeridas pelo PT, repercutiu mais do que a criação de uma nova faixa de imposto de renda. A nova faixa teria uma alíquota de impressionantes 40%. Atualmente, a maior faixa do imposto abocanha 25% dos ganhos dos contribuintes. 

Pagaria apenas a nova alíquota quem recebesse mais de R$ 100 mil por mês, antes desse valor as faixas anteriores não seriam excluídas. Em contraponta à essa proposta, a isenção dos contribuintes seria maior. Atualmente, quem recebe pouco mais de R$ 2 mil por mês, já tem que pagar o imposto, esse valor seria elevado para apenas aqueles que recebem mais de R$ 3.800.

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Calcula-se que com a mudança, o ganho do governo federal seria de R$ 80 bilhões por ano.

O problema é que obviamente tal medida não deve ser bem vista pelos empresários. O Brasil já é um dos países com o maior número de sonegações de imposto do mundo. Acredita-se que o alto valor da alíquota contribua para isso. Além disso, mesmo as empresas que queiram honrar com seus compromissos, precisarão reajustar os gastos para pagar 15% a mais de imposto, o que pode fazer com que o número de desempregos no país aumente ainda mais. E pior, multinacionais podem escolher outros países para montar suas bases.