Não tá fácil. O Natal geralmente é uma época de boas notícias, mas no mundo da comunicação não. Em 2016, segundo informações do jornalista Ricardo Feltrin, as principais emissoras de televisão do país promoverão demissões aos montes. Band, Record, SBT e até a Rede Globo vão demitir entre 6 e 12% de seu pessoal. O detalhe é que três dessas empresas (tirando apenas a Globo) já foram responsáveis pelas maiores demissões do mercado. No Rio de Janeiro, com o processo de terceirização do RecNov, a Record demitiu quase 500 funcionários. Alguns deles estão sendo admitidos por contrato de PJ, o que retira muitos direitos trabalhistas, como FGTS e décimo terceiro. 

O SBT promoveu mais de 100 demissões em sua sede, em São Paulo, e em algumas praças.

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Mesmo movimento visto pela Band, que em todo o país fechou cerca de 400 postos de trabalho. Como já havíamos anunciado anteriormente, uma fonte ligada ao jornalismo da TV Globo, disse que apenas no Rio de Janeiro, as demissões poderiam chegar ao número de 200. Oficialmente, a emissora nega as informações, mas funcionários revelam que o clima é de temor, já que quem fazia uma única função, hoje desempenha três ou quatro, ou seja, ninguém é mais tido como essencial para a engrenagem funcionar. 

Hoje só a TV Globo tem cerca de 50 mil colaboradores diretos e indiretos. Esse número inclui empresas terceirizadas, artistas, funcionários e todos que de alguma maneira recebem algum dinheiro do canal. Caso o pior aconteça e os cortes cheguem a 12% seriam mais de 10 mil famílias atingidas diretamente.

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Um estrago grande.

As baixas devem acontecer porque o mercado publicitário segurou as pontas na crise desse ano, mas não deve fazer o mesmo no ano que vem, quando a #Crise econômica e política, segundo as principais estimativas, deve se acentuar. O aprofundamento desses maus resultados deve fazer com que até grandes empresas, de todos os setores, segurem as pontas. O aumento do salário mínimo, que está estipulado em quase 11%, indo para R$ 871, é outro fator que alarma os contratantes, já que outras cargas trabalhistas também aumentam nesse patamar.  #Desemprego