Os preços seguem em forte ritmo de alta no Brasil. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta quarta-feira (09/12) que a inflação oficial atingiu 1,01% no último mês. Em novembro, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou 0,19 ponto percentual maior do que a taxa de outubro, de 0,82%. Trata-se do maior nível para o mês desde 2002, quando o índice bateu os 3,02%.

Já a taxa acumulada no ano está em 9,62%, número bastante superior aos 5,58% do mesmo período de 2014. Este é também o mais alto índice acumulado, para o período entre janeiro e novembro, desde 2002. Naquele ano, a taxa foi de 10,22%.

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Com relação aos últimos 12 meses, o IPCA acumulou uma elevação de 10,48%.

O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do Brasil, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Combustíveis pressionam o IPCA

Segundo o estudo do IBGE, os combustíveis pressionaram bastante as despesas das famílias brasileiras em novembro: 5,14% no IPCA. A gasolina, por exemplo, ficou 3,21% mais cara para o consumidor final. Somando-se os preços de outubro, o aumento foi ainda mais pesado: 8,42% nas bombas dos postos do país. A alta é motivada pelo reajuste de 6% nas refinarias vigente desde o dia 30 de setembro. Por sua vez, no acumulado de 2015, os valores dos combustíveis cresceram mais de 18%. Já o etanol subiu 9,31% no último mês e 26,1% no ano todo.

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O óleo diesel teve alta menor, de 1,76% no mês.

Cesta básica

O consumidor brasileiro também sentiu o reflexo da inflação nas gôndolas dos supermercados. O valor dos produtos que compõem a cesta básica aumentou, em novembro, nas 18 capitais onde é feita a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As quatro que apresentaram mais avanços foram: Brasília (9,22%); Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%).

Construção civil

Os preços da construção civil fecharam novembro quase estáveis. A taxa, medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), foi de 0,28%, valor somente 0,01% ponto percentual maior do que outubro. Os dados foram informados pelo IBGE. No mês de novembro do ano passado, o Sinapi alcançou 0,20%. #Crise econômica #Crise no Brasil