Foi divulgado nesta segunda-feira (28/12) o relatório Focus, com pesquisa realizada em mais de 100 empresas financeiras e a informação é que a inflação aumente este ano. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e a #Inflação poderão terminar o ano em 10,72%. Segundo o site G1, se este índice permanecer será o maior em 13 anos, depois de em 2002 ter sido de 12,53% (15.ª alta nos índices).

O Banco Central tem uma estimativa para que o IPCA de 2015 seja de 10,8% ao ano. Os fatores que contribuíram para a elevação foram: o aumento do dólar, energia, transporte, alimentos e combustível. O objetivo para 2015 e 2016 do IPCA é que gire em torno de 4,5%, com oscilação de 2,5% e 6,5%.

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De acordo com o Banco Central, a meta fiscal dos 4,5% não será alcançada em 2016, somente em 2017.

A inflação diminuiu em 1% em dezembro de 2015, de acordo com os analistas dos bancos, mas está superior à meta de 4,5% para 2016, tendo ficado bem acima do estabelecido pelo Banco Central, que é de 6,5%, sendo que este patamar não ocorria desde 2002 a 2003.

Neste ano de 2015, o PIB com redução de 3,7% foi o pior em 25 anos (1990) com queda de 4,35%.

Em 2016

Segundo previsões dos economistas, haverá uma queda na economia de 2,80% para 2,81%, sendo esta a 12.ª previsão de do PIB para 2016. Essa perspectiva de baixa por dois anos seguidos acontece no país pela primeira vez.

O que é o PIB?

É a somatória de tudo o que o país produz, no mês, trimestre, ano, e serve como um indicador na economia. No mês de novembro constatou-se uma queda de 3,38%.

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Juros

Neste 2015, os juros ficaram em torno de 14,25% no mês de novembro. A previsão é de que subam em janeiro para 14,75% ao ano.

As previsões para o final de 2016 é que sejam em torno de 14,75% para 15,25% e consequentemente haverá aumento de juros na economia do país.

Câmbio e outros

De acordo com o FOCUS, a taxa de câmbio para o final de 2015 é de R$3,90 (dólar) e para o fim de 2016 ficará em torno de R$4,20.

As perspectivas da balança comercial (produtos exportados menos os importados) girarão em torno de US$15 bilhões (saldo positivo) e o prognóstico para 2016 é de US$33 bilhões (superávit).

Neste ano de 2015 entraram US$63 bilhões de capital estrangeiro no país e para 2016 estima-se US$55 bilhões, menor investimento do exterior.

  #Crise econômica