A presidente Dilma Rousseff assinou hoje, dia 29, decreto que fixa o novo valor do salário mínimo em R$ 880,00, a partir de primeiro de janeiro de 2016. A publicação do decreto será feito nesta quarta-feira, dia 30, no Diário Oficial da União. Com o reajuste, o salário passa para um valor que está acima daquele que foi votado e aprovado pelo Congresso Nacional, para o orçamento de 2016.

O novo valor do salário mínimo

O percentual de reajuste sobre o valor atual, que é de R$ 788,00, foi de cerca de 11,7%. Deste modo, a partir do primeiro dia de janeiro, o novo valor entrará em vigor em todo o país.

A decisão final do governo

O novo valor ficou acima do que é previsto pela LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias) para o ano de 2016.

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Apesar de ter sido votado o valor anterior de R$ 871,00 pelo Congresso, o presidente da República é quem dá a decisão sobre o novo valor.

Como é feito o cálculo para o reajuste do salário

Para se calcular o aumento do salário, o #Governo toma por base dois parâmetros. A inflação, medida pelo INPC e o PIB (Produto Interno Bruto). A fórmula para o cálculo é feita considerando a inflação do ano anterior, acrescido da variação do PIB, medido dois anos antes. Para o ano de 2014, o PIB teve alta de 0,1% e  acumulado da inflação foi de 10,97%, considerando o acumulado até novembro. O resultado de dezembro só será fechado em janeiro de 2016. O aumento para R$ 880,00 ficou acima dos cálculos feitos com os dados disponíveis até o momento.

A política de valorização do salário mínimo que o governo quer implantar

De acordo com nota divulgada pela assessoria de Dilma Rousseff, o governo prossegue na sua política de valorização do salário mínimo, que pode impactar diretamente cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados que tem o mínimo como base de remuneração.

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Dentro do governo, Dilma tenta reconciliar-se com sua base política, na medida em que procura ceder os apelos da ala da esquerda de seu partido, o PT. As reivindicações de seus correligionários ecoam no sentido de se afrouxar um pouco as amarras do ajuste econômico, impostas ainda por Joaquim Levy, quando ainda era ministro. Caso contrário, isto pode lhe custar o apoio político, num momento em que a mesma poderá se encontrar encurralada por um pedido de impeachment,  pronto a ser disparado pela Câmara dos Deputados. #Finança