A #Petrobras, empresa tradicional do patrimônio brasileiro, atravessa os piores dias de uma grave crise financeira. Com uma dívida que chega a 500 bilhões de reais e uma queda no seu faturamento, a empresa tenta vender campos em plena produção, dentro da área do pré-sal, na tentativa de se recuperar economicamente e retomar seu crescimento interno.

A constante queda no preço do barril de petróleo, no mercado internacional, além de sua dívida interna, são fatores que justificam a venda de suas unidades produtoras. Sem recursos financeiros adequados, a empresa está impossibilitada de realizar investimentos internos, que possibilitem o seu crescimento econômico.

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O montante destinado para novos projetos foi reduzido para 19 bilhões de dólares, a partir deste ano.

Além dos problemas internos de falta de recursos, a Petrobras enfrenta o dilema de ser rebaixada no seu grau de confiabilidade e de investimento por agências internacionais, tais como a Moody's.  Apesar da empresa ainda estar sendo avaliada quanto ao seu grau de risco, a sua situação está beirando o risco de ser considerada inadimplente. Contribui para isto, o seu grau aumentado para um risco de financiamento. O rebaixamento da empresa acompanha o risco de novo rebaixamento do país, fato que não surpreende a própria direção da empresa.

No âmbito internacional, a empresa enfrenta na justiça dos Estados Unidos, um processo judicial, movido por investidores que compraram papéis da empresa, cujo ressarcimento é pleiteado em juízo.

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Este fato foi revelado a partir dos desdobramentos da operação Lava Jato. Além de um fundo inglês ter ingressado com uma ação de ressarcimento, mais de vinte pequenos investidores adquiriram ações da empresa e concorrem com o fundo para receberem os dividendos a que tem direito. A  Petrobras questiona na justiça esta quantidade de compradores. Ela tenta reduzir este número, a fim de ter que ressarci-los por uma quantia menor.

A estatal brasileira espera arrecadar cerca de 15 bilhões de dólares com a venda de alguns de seus ativos, num prazo que vai até o ano que vem. Estão à venda os seguintes campos: Baúna, localizado na região de pré-sal, da Bacia de Santos e de Golfinho, que se situa na região de pós-sal, Bacia de Espírito Santo. A produção total de ambos corresponde a cerca de 76 mil barris e os mesmos figuram como um dos vinte mais importantes campos produtivos, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo).

  #Governo #Crise econômica