O etanol sofreu elevação de preço em 21 estados brasileiros e em quatro houve um menor índice ao consumidor. De acordo com a estatística fornecida pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis), em 30 dias houve aumento do etanol no território brasileiro.

Dados mostram que em São Paulo o índice de aumento foi de 1,3%, durante a semana, e 12% ao mês. O litro girou em torno de R$ 2,573. O estado com maior preço é Alagoas, com o percentual de +3,94%. O menor foi o Acre, com -1,50%. Os preços sofrem variação de um estado para outro. Em São Paulo, registrou-se o menor preço de R$ 2.199 e maior de R$ 3,79 o litro.

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Em comparação, o estado do Acre registrou o menor preço a R$ 2,457 e maior a R$ 3,79. Em Roraima, o preço mais baixo ficou a R$ 3,380. No estado do Mato Grosso, há uma competitividade entre etanol e gasolina, pela terceira semana o etanol tem o seu percentual em torno de 68,17% ao da gasolina.

Nos demais estados a gasolina é mais barata (dados da ANP).

ENTENDA MAIS SOBRE O ETANOL

Quando Lula era o presidente do Brasil, ele chamou a atenção do mundo sobre o etanol e que o mesmo seria a solução para os combustíveis fósseis. Diante da perspectiva, houve considerável aumento dos carros flex no país e o #Governo americano mostrou interesse.

A alegria durou pouco, e o cenário que se viu nos anos seguintes mostrou o contrário: o Brasil sem o etanol para exportação e os carros usando gasolina, pois o preço era mais acessível. Veio a crise do setor e ocorreu o fechamento de mais de 40 sinas (2008 a 2012).

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Num curto período, o alarde se tornou pesadelo e os especialistas concluíram que faltou planejamento.

Um fator principal foi que os fabricantes preferem investir no açúcar, pois é mais rentável do que a produção do álcool. Segundo especialistas, o governo precisa planejar melhor o setor e criar melhores perspectivas para os investidores, pois a crise no país contribui para o aumento dos combustíveis.

O país vive um momento difícil com uma inflação alta. Com os preços disparados e os juros exorbitantes, não há investimentos concretos a médio e longo prazo para os setores do transporte, agricultura e economia, o que acaba gerando aumentos para o consumidor.

O etanol e a gasolina acabam tendo constantes altas devido a crise que afeta, desde os fabricantes, até as bombas nos postos. #Finança #Crise econômica