Quem tinha esperança de melhorias na economia do país em 2016, pode voltar a se preocupar. Isso porque, segundo economistas, o processo de impeachment contra a presidente da República Dilma Rousseff, aceito nesta quarta-feira, 02, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, terá impactos significativos para o prolongamento da #Crise econômica que assola o Brasil.

A estimativa dos parlamentares é que o processo se arraste por boa parte do ano que vem, o que faz com que o país permaneça sob instabilidade política por mais um tempo, o que agrava a situação, já bastante difícil, da economia brasileira.

Para o economista Adriano Fonseca, a crise no Governo afasta os empresários de investirem no país, e isso pode elevar, ainda mais, a inflação, que já maltrata o povo brasileiro.

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“A retração deve se prolongar em 2016 com o processo de #Impeachment, isto é fato. Qualquer instabilidade na política se reflete, de forma significativamente, no setor econômico. Nenhum empresário vai se arriscar a investir em um país com presidente interino, que, no caso, vai ser o Michel Temer”, afirma.

“Com a falta de investimentos, o dinheiro não circula. Empregos não são gerados. O país fica estagnado. A inflação vai lá pra cima e os preços acompanham. Havia a previsão de a retração começar a recuar em meados do ano que vem, por conta dos ajustes fiscais. Porém, agora, a coisa muda, e para pior. Não quero entrar em discussão política sobre o impeachment, mas, infelizmente, quem vai pagar essa conta, mais uma vez, é o brasileiro, e vai ser cara”, lamenta Fonseca. #Crise no Brasil