De acordo com o Dieese, Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, o salário mínimo ideal para as famílias brasileiras seria de R$ 3.399,22 para o último mês de novembro, isso considerando uma média de quatro integrantes por residência. Comparado ao valor do salário mínimo atual, o estimado pelo Dieese supera em mais de 4,3 vezes esta quantidade.

O Departamento faz divulgações mensais do que seria um salário mínimo necessário para suprir adequadamente as necessidades das famílias, tendo como base o valor das cestas básicas de 18 capitais. No mês de novembro, a capital que atingiu o valor mais elevado foi Porto Alegre, com R$ 404,62 a cesta.

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As estimativas de salário mínimo do Dieese são calculadas com base nas necessidades mínimas dos trabalhadores brasileiros e de suas famílias, considerando os aspectos básicos contidos na Constituição nacional, que contempla alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, lazer, transporte e previdência social.

Quando comparado com o valor estimado pelo Departamento para o mês de outubro deste ano, que foi de R$ 3.210, houve um leve aumento. O comparativo com relação à novembro do ano anterior, cujo salário mínimo vigente era de R$ 724,00, mostrou um acréscimo de aproximadamente 15% para este ano, já que o valor de doze meses atrás era de R$ 2.923,22.

O Dieese realiza pesquisas no Brasil referentes aos valores de cestas básicas, índice de custo de vida, pesquisas de emprego e desemprego, balanços de pisos salariais e reajustes, dentre outras.

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De acordo com as últimas pesquisas, as cestas básicas subiram consideravelmente nas capitais pesquisadas. Cidades como Brasília (9,22%), Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%) mostraram as maiores altas no valor dos alimentos. Belém, com um aumento de 1,23%, foi a que menos impactou o bolso do trabalhador para adquirir uma cesta básica.

O saldo do ano de 2015 mostra Salvador como a que mais teve aumento na cesta básica (20,69%) e Belém como a menor, 5,87% superior ao início do ano. #Trabalho #Finança