Em novembro, de acordo com informações do Banco Central (B.C), divulgado na terça-feira, 29/12, o setor público consolidado (governo federal, estadual e municipal e empresas estatais) teve um gasto que excedeu a sua arrecadação de R$ 19,507 bilhões e no mês anterior foi de R$ 8,084 bilhões.

No encerramento dos 12 meses, o saldo negativo foi em torno de R$ 52,4 bilhões ou 0,89% (PIB) e no mês anterior a deficiência foi de R$ 40,9 bilhões ou 0,70% do PIB.

Nos meses de janeiro a novembro de 2015, o déficit foi de R$ 39,520 bilhões, os estados e municípios tiveram um saldo negativo de R$ 19,495 bilhões, o do governo foi de R$ 55,712 bilhões, e das empresas do estado de R$ 3,304 bilhões.

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De acordo com o especialista Túlio Maciel, esses déficits mostrados indicam que "ocorreu um retrocesso da economia no Brasil, que não gerou renda suficiente e houve recuo de 6,8% ao ano. O PIB recuou e refletiu na arrecadação, as despesas retraíram (3,4%) e foi menos que o recuo das receitas, por isso gerou a consequência fiscal de 2015".

OS GASTOS

As despesas com os juros da dívida foram de R$ 23,5 bilhões (novembro) e outubro ficou em R$ 17,9 bilhões. O Banco Central informou que a receita menor do Swap cambial em detrimento de outubro causou esse resultado. Os juros nominais ao ano (acumulado) foram de R$ 449,693 bilhões e em um ano foi de R$ 496,9 bilhões (8,42% PIB).

A consequência nominal, que é o resultado primário mais juros nominais, teve déficit de R$ 43,1 bilhões no mês de novembro e, de acordo com a estatística, o mais alto já registrado. A deficiência nominal foi de R$ 489,2 bilhões em um ano, e de R$ 549,3 bilhões equivalentes a 9,3% do PIB.

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O débito líquido (dos setores públicos que envolvem o: federal, estadual e municipal) foi de R$ 2,027 trilhões no mês de novembro, 34,3% do PIB. A dívida bruta (passivos do federal, estadual e municipal) é de R$ 3,844 trilhões ou 65,1%. O tesouro nacional, em 28/12, informou que o governo central está com as contas negativas em torno de R$ 21,278 bilhões em outubro.

No próximo mês, serão divulgados os passivos do TCU (Tribunal de Contas da União), referente à demora de repasses a bancos do setor público e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), e irá gerar as contas do mês de dezembro. #Finança #Crise econômica #Crise no Brasil