O Banco Central informou que as taxas de juros para créditos passaram de 47,9% ao ano no mês de outubro para 48,1% no mês de novembro e o cheque especial obteve uma das maiores altas do mercado, com as taxas passando de 278,1% em outubro para 284,8% para novembro deste ano.

A linha de crédito do especial é uma das maiores do mercado e o percentual de aumento foi de 10,8 em onze meses, tendo chegado a 10 pontos de elevação em um ano.

O aumento da taxa concedida para pessoas físicas foi de 64,7% no crédito livre (mês de outubro) e passou para 64,8% no mês novembro. A taxa ficou estável para pessoas jurídicas nos meses 10 e 11 e se manteve em 30,2%. A taxa do crédito pessoal obteve uma pequena queda passando de 52,9% no mês de outubro para 51% em novembro.

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O crédito do consignado variou de 28% para 28,4% nos meses consecutivos de outubro a novembro deste ano. As outras linhas de crédito variaram de 129,3% a 120,4%.

A linha de crédito para compra de veículos ficou com juros na taxa de 25,9% para 26,2% nos meses de outubro a novembro 2015.

O crédito total das operações direcionadas obteve queda de 30,5% mês de outubro para 30,4% novembro deste ano.

Cartão de crédito

O cartão de crédito obteve elevação nas taxas de juros e a alta foi de 1,5 pontos percentuais nos meses de outubro (taxas em torno de 97, 3%) e novembro (99%). A taxa de juros do rotativo foi uma das que mais subiu, com elevação alta de acordo com o Banco Central e ficou em torno de 415,3% ao ano (novembro), no mês de outubro foi de 405,2%.

Os juros do parcelamento do cartão de crédito tiveram aumento de 3,5 pontos percentuais de outubro a novembro e 131,3% a 134,8% ao ano.

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Inflação em alta

As elevações nas taxas de juros no Brasil, cheque especial e rotativo mostram o quanto a inflação está alta. Os aumentos constantes pesam no bolso do consumidor, que se vê diante de uma política econômica que diminui o seu poder de compra devido a grande carga tributária.

A inadimplência aumentou para os consumidores, principalmente a relativa a cartões de crédito e rotativo. Muitas vezes não conseguem pagar pelo que foi contratado e acabam complicando o crédito pessoal, dificultando novas compras.

O governo precisa realizar a reforma tributária para que a #Inflação não pese no bolso nas horas das compras. #Crise econômica