De acordo com o decreto da Presidente Dilma, o salário mínimo deve reajustar para R$ 880,00, a partir de 1º de janeiro de 2016, representando um aumento superior ao da inflação de 10,28% no acumulado do ano de 2015. O valor serve para valorizar os rendimentos de milhões de aposentados e pensionistas que ganham um salário por mês.

A política de #Governo tem sido a de dar aumentos superiores à inflação no sentido de aumentar o poder aquisitivo da população de baixa renda. Talvez isso explique o porquê dela ainda continuar como a representante do povo.

O poder de compra é irrisório

O novo valor é superior ao autorizado pelo congresso e apesar do percentual de aumento ser alto, pouco se pode fazer com ele.

Publicidade
Publicidade

Em uma estimativa inicial, tomando por base a cidade de São Paulo, uma cesta básica, duas passagens de ônibus por dia, uma conta de luz com 30kwh no mês (sem direito a geladeira), o aluguel de um quarto compartilhado em bairro afastado do centro já é suficiente para extrapolar esse valor.

O valor não inclui lazer e nem uso de outros meios de transporte além do já cotado. A cesta básica não contém elementos suficientes para as necessidades de vitaminas e outros elementos essenciais. Não há espaço para uso de celular pré-pago e nem para comprar cafezinho na rua.

Vida Alternativa é a solução

A despeito do valor, é possível modificar algumas condições desse modo de vida: pode-se economizar um tanto ao ir para o trabalho de bicicleta, o suficiente para ter um pré-pago e até tomar um refresco algum dia de passeio.

Publicidade

É possível substituir alguns itens da cesta básica, como a carne, para poder pagar um cinema ou um teatro em promoção cultural.

Com alguma ginástica logística, é possível até comprar algum presente ou guardar algum dinheiro para viajar no final do ano (de carona é claro). A vida deve ser mantida em padrões mínimos e sempre planejando o que vai substituir entre os itens cotados.

Mudar para uma cidade do interior pode ser uma solução

Se alguém tem uma renda tão baixa, pouco importa onde mora, pois o valor que pode ganhar em qualquer outra atividade econômica pode ser maior. A mesma pessoa morando em uma cidade com menos de 500mil habitantes teria um grande aumento na renda: as distâncias são pequenas e caminhar (ou andar de bicicleta) não é uma tarefa tão perigosa quanto fazer o mesmo em São Paulo.

Seria possível alugar um quarto no centro ou uma casa na periferia, aumentando a área de convívio caseiro. A cesta básica poderia incluir algumas frutas coletadas nos parques públicos ou até mesmo pescar em um rio próximo. A economia do ônibus permitiria ter geladeira e fogão.

Entretanto, porque as pessoas ainda insistem em morar empilhados em uma cidade que já não comporta mais tantas pessoas? Porque mudar de vida é tão difícil? #Dilma Rousseff #Crise econômica