O Ministério da Fazenda divulgou nesta quinta-feira, dia 21, os dados de uma pesquisa feita junto às principais instituições do país, a respeito das contas públicas. O resultado chamou a atenção para o fato de que os bancos são unânimes em prever um rombo nas contas do #Governo para o período 2016-2017.

A pesquisa feita pelo Ministério da Fazenda

A coleta de dados que é feita pelo órgão, foi realizada através de um sistema que possibilita identificá-los a partir das   instituições financeiras. São coletadas informações a respeito das expectativas de mercado para determinado período. Este sistema denominado de Prisma Fiscal, possibilita conhecer e acompanhar as principais variáveis de caráter fiscal no país.

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Quais os resultados que a pesquisa mostrou?

Os resultados mostraram uma possível consolidação do ano de 2015 como um período de déficit. Como 2014 já foi fechado e considerando os outros dois anos anteriores, a conclusão que se pode chegar é que, durante quatro anos seguidos, o país fechará com saldo negativo em suas contas. Estes períodos totalizarão, quando for concluído o ano anterior, um déficit que poderá alçar um valor superior aos R$ 110 milhões. Contribuirá para isto, o pagamento das pedaladas fiscais, cujos repasses estão em atraso junto às instituições financeiras.

A previsão nada satisfatória dos bancos pesquisados

A avaliação de cada banco apontou, em termos de uma média de análise, que as contas públicas deverão mostrar uma tendência em aumentar as despesas em um montante superior às receitas.

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Além disto, é preciso considerar os juros da dívida pública. Este mecanismo deverá ser o responsável por um déficit de R$ 68,23 bilhões para o ano que vem.  

Para o ano de 2017, a mesma análise demonstrou que a previsão do rombo poderá ser de R$ 30,87 bilhões. Fazem parte desta previsão as contas da União, as despesas com a Previdência Social e as movimentações financeiras do Banco Central.

As análises estão bem distantes das metas do governo

Os valores negativos previstos para as contas públicas, por parte dos bancos, mostram um significativo distanciamento das metas apresentadas pelo governo.  A busca do superávit, que é de R$ 24 bilhões ou 0,4% do PIB, é considerada para o orçamento deste ano. Nos cálculos das instituições bancárias, a diferença entre o que se apurou e o que o governo deseja é de R$ 92 bilhões. A esperança de Dilma é que a aprovação da CPMF, que ainda terá que passar pelo Congresso, possa tornar possível o cumprimento de seus objetivos. #Finança #Crise econômica