Não esta fácil para os trabalhadores brasileiros fecharem as contas no fim do mês. Um dos grandes vilões neste contexto é a tarifa de energia elétrica. Nos últimos meses a fatura da energia aumentou mais de 50%. Os brasileiros aprenderam a economizar para tentar diminuir o valor da conta.

Além dos aumentos, existem as bandeiras tarifárias. Essa tarifação de bandeiras é utilizada sempre que a produção de energia sofre alteração do valor de produção. As bandeiras são de cor verde, amarela e vermelha. Verde quando a energia está com custo normal de produção, amarela quando a produção de energia entra em alerta, e vermelha quando as termelétricas são ligadas para suprir a demanda de energia.

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Nesta situação, o custo aumenta e esse aumento é transferido para a população através de uma tarifação extra. Essa tarifação começou a ser cobrada em janeiro de 2015. A tarifação extra é cobrada para cada 100 khW consumidos.

Mas o El Niño chegou e com ele a chuva para encher os reservatórios e aumentar a produção das hidrelétricas, com energia mais barata. Com isso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (26) novas regras para a tarifação por bandeira.

O que irá mudar?

A partir de 1º de fevereiro, a bandeira vermelha terá dois patamares, com valores diferentes, um valor de R$3,00 e outro de R$4,50. A bandeira amarela também terá alteração de valor com redução de 40% passando de R$2,50 para R$1,50.

A bandeira vermelha mais cara, de R$4,50, somente será utilizada quando as termoelétricas mais caras que produzem energia a R$610,00 cada megawatt-hora (MWh), estiverem funcionando.

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Hoje essas usinas não estão em operação. Se essa situação se manter, a bandeira vermelha mais barata deverá ser utilizada. Com essa bandeira mais barata, a conta da energia irá baixar para todos os consumidores.

A utilização das termelétricas se deu em função da falta de chuvas regulares desde 2012, o que levou os reservatórios e níveis muito baixos, comprometendo a produção de energia para atender à demanda nacional. #Crise econômica #Crise no Brasil