No ano de 2015 tivemos o pior resultado do PIB em mais de 20 anos devido à recessão econômica. As políticas públicas implementadas baseadas no consumo e na abundante distribuição de crédito não foram suficientes para sustentar o mercado interno. Além disso, os preços administrados pelo governo (telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) alcançaram aumentos relevantes, como a energia elétrica que cresceu 51% em relação a 2014, provocando não somente a recessão, mas um cenário inflacionário.

O péssimo resultado do PIB permite analisarmos a economia frente ao cenário internacional já que uma das principais conclusões é a crise mundial.

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Entretanto, em relação a esse cenário, analisando o “PIB Mundial” houve um crescimento de 2,4% em 2015, segundo o relatório FOCUS do Banco Mundial, e uma estimativa de crescimento de 2,9% para 2016. Isso porque as economias dos países desenvolvidos estão em crescimento.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) emitiu relatório que classifica  a economia de 40 principais países e a projeção de queda do PIB Brasileiro só não é pior que a a Rússia. Outra agência de noticias internacional, a Bloomberg, fez uma pesquisa com 93 países e o Brasil terá o segundo pior resultado em 2016, perdendo apenas para a Venezuela.  

BRICS

 Em comparação com os países emergentes chamados de BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) , estima-se que somente Brasil e Rússia terão um cenário negativo.

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A India passou a China na liderança do grupo e deve crescer 7,3% em 2015. A China está num processo de desaceleração da economia já há alguns anos (cresceu 7,1% em 2013, 6,8% em 2014) e deve crescer 6,9% em 2015. E os Sul-africanos deve ver a sua economia crescer 2% nesse mesmo período.

2016

As previsões para a economia brasileira em 2016 não são muito melhores e há expectativa de uma retração no PIB em 2,99%, segundo o relatório FOCUS, sendo a primeira vez que o país registra 02 anos seguidos de contração na economia, desde que o IBGE iniciou a série histórica em 1948. Em relação as demais economias em retração no ano de 2016, estão Grécia (-1,8%), Rússia e Equador (-0,5%).  Os outros piores resultados já apresentam crescimento como Japão (1%) e Finlândia (1%). #Finança #Crise econômica #Inflação